sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A visão limitada e preconceituosa de alguns formadores de opinião




É preciso ter cautela e avaliar os fatos com muito cuidado, antes de emitir opinião apressada e precipitada, sob pena de incitar a violência, o preconceito e a descriminação.

Jornalista é formador de opinião, e por isso tem a responsabilidade aumentada, não pode escrever qualquer coisa, ou usar o senso e o lugar comum para avaliar os fatos. A opinião do jornalista precisa estar fundamentada em base solida, assim como os seus argumentos precisam ser validados por fatos verdadeiros.

Infelizmente no caso da soltura por determinação da justiça dos dois acusados de participarem dos atentados a ônibus em São Luis no ultimo dia 03 de janeiro, o que se viu foi jornalistas e blogueiros estamparem manchetes sensacionalistas e textos tendenciosos em um lamentável massacre moral a juíza que determinou a soltura dos dois suspeitos, insinuando que a juíza agia contra a segurança e a favor dos criminosos, sobraram ataques também aos acusados, que depois de inocentados pela justiça e pela polícia, são execrados pela mídia, que fazendo o papel de juiz, os julga e os condena, passando para a opinião publica a ideia de que eles são culpados, mesmo depois de inocentados pela justiça.

Antes de emitir opinião parcial, estes jornalistas não ouviram a juíza ou o delegado responsável pela caso, sequer checaram as informações imagina ouvir as partes envolvidas. Ações como estas empobrecem o jornalismo e contribuem para o descredito da categoria.

Sansão dos Santos Salles, de 19 anos, e Julian Jeferson Sousa da Silva, 21, suspeitos de participar do atentado ao ônibus que resultou na morte da menina Ana Clara,  foram soltos nesta quinta-feira (23), através de uma determinação da juíza auxiliar da 1ª Vara Criminal de São José de Ribamar, Lewman de Moura Silva.

O Portal G1, foi uma das honrosas exceções, ouviu os dois lados e não emitiu juízo de valor quanto ao mérito da decisão judicial.

Justiça liberta dois suspeitos de participação em ataques no MA

A juíza auxiliar da 1ª Vara Criminal de São José de Ribamar, Lewman de Moura Silva, determinou, na quinta-feira (23), a libertação de dois dos 22 suspeitos de participação no ataques a ônibus e delegacias ocorridos no dia 3 de janeiro, no Maranhão.

Sansão dos Santos Salles, de 19 anos, e Julian Jeferson Sousa da Silva, 21, foram soltos após a Justiça considerar que não existem provas que comprovem o envolvimento dos dois no ataque ao ônibus da Vila Sarney Filho, que resultou na morte de Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, e deixou outros quatro feridos.

"Esses dois rapazes, eu não estou dizendo que são santos ou não, eu não estou dizendo que eles não tenham ligação com as pessoas que estavam envolvidas no caso, não é isso. Foi feito esse trabalho em conjunto com o Ministério Público e foi demonstrado isso. Tanto a polícia como o Ministério Público chegaram a essa decisão, de que não tinham elementos de provas convincentes contra esses dois rapazes", disse o delegado, em entrevista à Rádio Mirante AM.O delegado-geral adjunto de Polícia Civil, Marcos Affonso, confirmou a ausência de provas que incriminem os dois.

Segundo o delegado, uma investigação conjunta entre a polícia e o Ministério Público chegou à conclusão que inocenta a dupla.Sansão e Julian estavam no grupo de seis suspeitos detidos no dia 6 de janeiro, na Vila Sarney Filho. Com eles, foram presos Larravardiere Silva Rodrigues de Sousa Júnior, 31, um dos sete denunciados pelo Ministério Público pela morte de Ana Clara; e mais três menores de 15, 16 e 17 anos.

"De imediato, quando foi feita a prisão de todos eles, existiam indícios de que eles poderiam ter participado dessa situação. Porém, como nós temos que trabalhar com a verdade, nós fomos nos aprofundando nesse trabalho. Houve indício até porque eles têm ligação com o rapazes. Pode ser que ajam juntos em outros casos, mas, nesse caso específico, com o aprofundamento das investigações em conjunto com o Ministério Público, nós chegamos à conclusão de que contra esses dois, não tinha elementos e provas", explicou Affonso. "O clamor é muito grande, mas nós temos que ter cautela e não seria justo e ético manter essas pessoas presas por uma coisa de que nós não temos provas de que participaram", acrescentou.

G1 MARANHÃO

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