sábado, 29 de março de 2014

E dizem que "A vida é uma festa" não leva a nada...




Como explicar a morte trágica de um  jovem casal de universitários nesta quinta-feira (27), em São Luis. O crime causou surpresa, comoção e muita perplexidade, principalmente entre os amigos e conhecidos da jovem estudante de jornalismo Dhalia Nathalia Ferreira da Silva, de 22 anos. Seu corpo foi esquartejado em sete partes e colocado em sacos plásticos, o namorado da vitima e principal suspeito do crime brutal, Raphael Carvalho Machado, de 26 anos, recorreu ao suicídio, ele foi encontrado enforcado dentro do apartamento onde o casal residia.

Ficaram muitas perguntas que precisam ainda ser respondidas, entre elas, o porque do crime e os motivos do assassino agir com tanta violência, crueldade e sangue frio, considerando que tenha sido Raphael o autor do assassinato, se torna ainda mais complicado o caso já que ele era tido como pessoa calma e tranquila, e que os vizinhos e amigos do casal testemunham não haver presenciado brigas ou confusões recentes entre o casal. 

Pois bem, como todo bom jornalista, Dahlia mantinha um blog, uma especie de diário, onde até 2011 ela escrevia com riqueza de detalhes alguns momentos de sua vida. 

Dois destes textos se destacam, chamam a atenção e merecem ser lidos com muita atenção,  eles mostram quem era Dahlia, e como ela conheceu Raphael Carvalho. É uma volta no tempo e no espaço que explica algumas coisas. Os textos são ainda uma profunda lição no sentido de prevenir, conscientizar e fazer algumas pessoas repensarem sua ações e atitudes.

O Objetivo de compartilhar este dois textos aqui, não é fazer juízo de valor sobre o que diz a jovem Dahlia, mas é sim de jogar um pouco de luz sobre os fatos e contribuir para alertar sobre este perigo constante.
LEIA ABAIXO OS DOIS TEXTOS ESCRITOS POR DHALIA:

E dizem que "A vida é uma festa" não leva a nada...

Certa vez, uma amiga chamada Giselle convidou-me para ir para uma tal de "A vida é uma festa", no Centro Histórico. Bom era uma quinta feira, 5 de novembro de 2009.

Devido ao dia e ao meu astral, decidi não ir mesmo depois da Gih ter passado um bom tempo convidando.

Ao conforto do meu lar, assisti pela décima milésima vez oa filme de sempre, por umas duas vezes e com a chegada do cansaço, fui dormir. Mas acordei às três da manhã com o telefone que não parava de tocar.

Era a Gih, toda eufórica

- Miga, tu não sabe o que me aconteceu! 

Pensei comigo, ou ela arranjou um namorado ou não sei o que foi...
... E perguntei:

- O que foi? Arranjou um namorado?
- Não gata! Estava eu e Joane (uma conhecida), na A vida é uma festa, quando de repente, brotou um cara todo descabelado com um copo enorme de cerveja.

Humm – retruquei meio bêbada de sono.

E ela continuou com seu “causo”:

- Ele me ofereceu uma vaga de estágio numa assessoria de comunicação. Queria saber se tem como tu fazer pra mim? Tenho de entregar às 14h.

B E Leza! Respondi já quase dormindo, aliás, ela me ligou às três da manhã pra me dizer que arranjou uma vaga de estágio e que queria que u fizesse um currículo pra ela. Será que ela não podia esperar umas quatro horas e só me acordar às sete da manhã? Mas tudo bem.

Retornei ao meu sono de beleza e só levantei as dez, com o telefonema de Tainara (outra amiga), à qual tinha eu prometido ir tomar um suco de luz naquele dia e tinha esquecido completamente.

- Ei pô tu vem né?

- Se eu vou? Vou pra onde? Ah tá o suco né, ih gata tinha quase esquecido. Me encontra no centro, vou me arrumar rapidinho. 

Durante a produção pra arrasar no centro, tentei fazer o currículo, mas não deu o meu notebook não abriu nenhum arquivo de texto. Vai ver estava bichado. E só me restava terminar de me produzir e ir pro tal suco de luz.

Depois de passar um belo tempo à espera de um, finalmente consegui pegar o ônibus mais ou menos onze e quarenta. O celular não parava de tocar, uma hora era a Gih querendo saber do currículo, outrora era Tay perguntando que horas eu ia chegar.

Disse a Gih para ir pra faculdade e ir começando um modelo de currículo, que já eu pintava por lá, pois o meu notebook não quis funcionar – Cá pra nós, as minhas coisas têm vida própria e só funcionam quando querem...

Enfim consegui chegar ao local que marquei com Tainara e quase morri quando dei de cara com ela e o clube da felicidade que ela convidou pra também tomar suco de luz. Fomos à Herbalife’s House. Pedimos o tal suco e no meio da degustação meu celular tocou mais uma vez e, mais uma vez era Giselle, num tom de desespero:

- Gata tu tá onde? Na faculdade teve um blackout e não tem nenhum computador prestando, e agora?

- Fica calma, respondi.

- Me encontra numa lan house em frente ao hospital do coração, na Rua do Norte, que eu estou bem pertinho de lá.

Me despedi da Tay e seu clube da felicidade e fui ao encontro de Gih.

Chegando lá, comecei a quebrar os dedos pra fazer o tal currículo, que tanto tirava o meu sossego no meu dia de gostosa. Detalhe, tínhamos de entregar o bendito às 14h, mas não lembrávamos que a Lei de Murphy realmente existe. 

O PC estava cheio de vírus, parecia uma espécie de VírusFest (festa de vírus), o Office nem se fala, era uma completa desgraça e pra terminar, tive de imprimir três vezes pra poder sair a foto da digníssima. 

Pronto, estou livre, pensei comigo. 

Mas como desgraça pouca não é desgraça, tive ainda de ir com ela na tal empresa não só entregar a belezinha do documento, como também esperá-la.

Giselle quase entra em colapso quando olhou o relógio marcando 13:45h e ainda tínhamos de pegar um ônibus pra chegar na empresa indicada pelo carinha do copão de cerveja, isso porque ainda íamos procurar exatamente o lugar. Pegamos o primeiro ônibus que passava pelo bairro e quase fomos levadas ao chão, após o troglodita, quer dizer motorista, frear bruscamente, por quase perder a parada. Descemos ainda tontas com o baque e ficamos feito duas baratas, procurando pelo endereço fornecido pelo rapaz, que na minha mente era um louco. A pessoa nem conhece a outra e de cara oferece uma vaga de estágio. Aliás, mais louca ainda era a Gih por aceitar. Já pensou se a tal assessoria, assessorasse outro tipo de comunicação? Mais louca ainda era eu por topar acompanhar Gih nesta peripécia.

Bom, damos uma pernada miserável, andando em círculos, é claro, até achar o ponto de referência e ligamos pro carinha descabelado, para ir nos buscar.

Quando o vi, fiquei boquiaberta, ele tem cabelo grande e barba, usava uma camisa do tipo mamãe eu to bombado, quer dizer babylook, e um par de AllStar. 

O que me levou a indagar se lá era uma empresa mesmo. Sou do interior e lá na minha terra, para um jovem trabalhar, ele tem que estar engomadinho, de cabelo cortado e barba feita e eis que dou de cara com uma figura daquela.

O tal moço era super educado e dono de um sorriso fascinante. Logo tratou de nos acomodar enquanto a patroa não chamava a Gih pra entrevista e foi terminar seus a fazeres.

Enquanto aguardávamos na salinha de espera, Giselle disse pra eu tirar os tamancos de dentro da bolsa e tratar de calçá-los – é que eu tinha amanhecido num daqueles dias em que se olha no espelho e diz assim: Gostosa! Vesti um micro vestido jeans e calcei tamancos, mas os troquei pelas havaianas ao ter de andar pelas ruas do centro, tamancos cansam e na verdade nem sei por que mulher usa isso mesmo.

Voltando à situação real. De repente o carinha pinta nos chamando para ir fazer o teste e depois a entrevista, mas ele ainda não tinha sacado que eu estava ali apenas de acompanhante e não à candidata a vaga de estagio. Resisti a entrar, mas não muito.

Fizemos uma prova, que na verdade era uma vergonha para nós, imagina só duas estudantes de jornalismo que não sabia nem o nome do ministro de comunicação. Depois fizemos um teste de monitoramento e em seguida fomos chamadas para falar com a chefa, que nos disse para aguardar ser chamada pra vaga.

Antes de sair, ficamos na salinha de espera, esperando o cabeludinho ir abrir o portão. Enquanto ele não vinha, Gih me dizia:

- Miga, não sei não, acho que essa vaga ainda vai ser tua.

Não dei muita trela pro que ela disse, até porque o carinha chegou com a chave do portão e comentou que ele que não usa, acha chato usar tamancos, a me ver guardá-los na bolsa após calçar as havaianas novamente.

De lá fomos à escola de música e depois a faculdade. Eis que passou-se o fim de semana.

Estava eu na praia tamanha segunda feira quando recebi a ligação de um numero desconhecido – sorte a minha atender a ligações de números que não conheço.

Era o carinha da assessoria...

- Oi, Dahlia? Aqui é o Raphael da Comunique. Será que dá pra você vir amanhã as sete fazer um teste?

Confirmei que dava sim e fiquei feliz da vida por ter sido chamada. Repare que também descobri o nome do carinha. Voltei a curtir o dia na praia e já a caminho de casa liguei pra Gih pra saber se também chamaram ela.

Mas, para minha surpresa ela disse que não. Confesso que me senti uma amiga fura-olho. Pô eu fui apenas acompanhá-la ainda fico com a vaga dela!

Mas lá estava eu no dia seguinte às seis e vinte da matina pra iniciar o teste às sete, parecia que eu é quem ia abrir a empresa.

Rapha, até se assustou a me ver ali naquele horário, cheguei antes dele que abre a empresa; entrei empolgada com o primeiro dia e fiquei me socializando até dar o horário e me darem alguma tarefa. Comecei lendo jornais pro clipping impresso e depois me mandaram monitorar o programa do radialista Silvan Alves, chamado Roda Vida, na Radio Educadora AM. 

No estúdio, estava a promotora do consumidor, Lítia Cavalcante, daí que era meu primeiro dia e assim como o radio, eu também precisava ser monitorada. O Rapha foi quem ficou incumbido de exercer tal função. Nossa ele foi super atencioso, me deu dicas e tudo mais, até fez minha resenha.

Foi impressionante a atenção que recebi da parte dele. Assim que deu no meu horário, fui pra casa e no caminho liguei pra Gih pra contar como foi meu primeiro dia.

Ah Gih! Foi muito legal, acredita que eu cheguei antes do Rapha, que é um poço de doçura, uma rapadura de pessoa – isso mesmo, rapadura, porque mais doce impossível!

No dia seguinte, recebi o mesmo tratamento, estava me sentindo um máximo, mas não tão contente já que Gih ainda não tinha sido chamada. Daí resolvi perguntar pro Raphael se Giselle não seria chamada.

Dias depois, a bonitinha aparece pra iniciar o estagio. Iniciou fazendo as mesmas coisas que eu, inclusive passou a monitorar o Roda Viva, porque eu passei a monitorar O São Luís Agora do radialista Renato Souza, na São Luís AM. 

Passei a notar que sempre que o Rapha passava por mim, ele me acariciava, até beijava minha cabeça. Logo achei aquilo estranho e pensei comigo:

Será que ele está afim de mim? Não deve ser doideira da minha cabeça mesmo!

Mas os carinhos só aumentavam. Teve um dia que ao me despedir dele, já que estava na minha hora, ele resolveu me acompanhar até a parada de ônibus, mas expliquei a ele que naquele dia eu não ia pegar ônibus, porque ia ao Mc Donald’s e de lá ia à manicure fazer manutenção nas minhas unhas. Ainda assim ele me acompanhou, não só acompanhou como também comeu minhas batatas e claro foi me levar até a manicure. Até trocamos telefone, mas não nos falamos, porque ele ainda não tinha resgatado o chip. 

Nos víamos apenas na empresa até que certo dia a Marrom – aquela cantora Maranhense que tem um elevado com o nome dela – resolveu dar uma passada por aqui às custas da Rosengana no centro histórico. Eu estava com visitas em casa, minhas primas e como uma boa anfitriã que sou, as levei pro tal evento.

Estou eu lá, linda e maravilhosa, quando Giselle me liga querendo saber onde eu estava, porque o Raphael queria me ver e passou o fone pra ele.

- E ai tu tá onde? Estou aqui no Anfiteatro Beto Bittencourt!

Disse a ele onde eu estava, que logo me encontrou, o cara realmente estava me procurando, me achou tão rápido que pensei que ele foi teleguiado. Ele tava do jeitinho que Gih descreveu no dia em que ela o conheceu, só faltou o copão de cerveja, rs.

O apresentei para minhas convidadas e fomos dar um passeio, conversar e tal, chegamos ao anfiteatro, assim que coloquei os pés naquele lugar a festa acabou, até pensei ser um pé frio! Ficamos lá conversando um pouquinho.

Minhas visitas me telefonaram, porque queriam ir pra casa e eu tinha de ir junto, afinal eu era a anfitriã. Disse a elas que eu ia apenas me despedir do Rapha e já as encontrava na integração. Ele mais uma vez me acompanhou, conversamos bastante, já que não aparecia um ônibus.

Conversa vai, conversa vem e ele me beija. Não, eu que deixei ele me beijar... A essa altura do campeonato, parecia que não havia mais nenhum ônibus, esperamos tanto, que até deu tempo dele perder a rosca do meu alargador. 

O engraçado foi que minhas visitas e eu fomos pra casa de taxi, após esperar um bom tempo na integração. Só não entendi porque elas não tiveram a idéia de ir pra casa de taxi, uma duas horas antes.

A contragosto tive de ir com elas e deixar o broto lá sozinho. Mas seria por pouco tempo, já que sete da manhã tinha reunião na empresa.

Amanheceu e fui pra tal reunião. Precisava ver nossos olhares, do tipo eu sei o que você andou fazendo na madrugada. Ao término da reunião, fomos almoçar com os integrantes da Fundação Pânico de Amparo às Desamparadas e em seguida fomos pro Happy Hour no Bar do Beto, na COHAB.

Depois, tudo voltou ao seu normal, até ele comprar um chip, que segundo o próprio, foi apenas pra falar comigo. Me ligava, me convidava pra sair, mas eu sempre dava uma desculpa pra não ir.

- Estou na faculdade, depois vou pra casa descansar.

- Ah hoje não dá, meu pai está na cidade hoje e tenho que chegar cedo em casa...

E assim is levando, até que um dia, resolvi aceitar o convite dele.

Era uma quarta-feira, 09 de dezembro do mesmo ano, ele me ligou às dez da noite, horário em que eu estava saindo da faculdade, me convidando pra ir num bar do centro histórico.

Aceitei e fui ao local marcado, conheci as amigas dele, foi super legal. Mas chegou a hora dele partir, já que o Maiobão das duas estava prestes a passar. Resolvi embarcar junto já que o ônibus passava pelo meu bairro, aí eu descia na avenida e andava até o meu apartamento e ele seguia pra casa dele.

Quebrei a cara, ele foi pro meu AP mesmo, se auto convidou e eu nem sabia.

Deixei ele roncando no sofá e quase fui tomar um banho, é quase, porque ele acordou e não me deixou banhar por umas duas horas... Sácoméné! Foi Wonderful!

Fomos dormir quase na hora de retornar pro trampo. Chegando lá, estávamos os dois com cara de sono, mas valeu à pena, o esforço. Desde então o seqüestrei. Só o deixo ir à casa dele em algumas datas, como se estivesse dando uma espécie de indulto por bom comportamento.

Estamos juntos há um ano e dois meses, já passamos por altos e baixos, baterias, vocais, guitarras... Mas o bom é que estamos juntos acima de tudo e as coisas só melhoram com o passar dos dias.

Achei o homem da minha vida, sem ao menos procurar. O amo mais a cada dia, mesmo sabendo que ele gosta mais de Patapons!

 Por Dahlia Ferreira   - TERÇA-FEIRA, 15 DE MARÇO DE 2011



SAA – Sem Amigos Anônimos

Meu nome é Dahlia Natália, tenho 18 anos e alguns meses e, o motivo de eu estar aqui hoje é a falta de amigos que sinto.


Sou muito comunicativa, mas de uns tempos pra cá tenho me sentido muito sozinha, apesar de ver regularmente o meu pai e freqüentemente o meu namorado, sinto que faltam mais pessoas na minha vida, tipo, antes de eu vir morar aqui em São Luís, eu era cercada de pessoas, que embora não fossem meus amigos, eu gostava muito da companhia deles, lembro com uma saudade infinita dos tempos da pracinha, risos, tempos divertidos e quando caio na real me vejo praticamente sozinha. O mais intrigante é que só consigo pessoas para tirar de mim o pouco que ainda tenho e chego a pensar que nesta cidade só tem 171. E em busca de uma fuga para o meu sofrer começo a fantasiar num mundinho cor-de-rosa, que todos sabem que não existe.

Mas daí você pode me perguntar e o teu namorado? Não considera ele como amigo? Considero-o até mais do que amigo (é o meu namorado), mas não sei, acho que é sempre bom falar com outras pessoas do que apenas com gente de casa.

A minha solidão aumenta cada dia mais, não saio de casa, não gosto de festas nem de ir pro cinema, bares, reuniões... As únicas coisas que consigo fazer ainda é ficar de cara para cima como se estivesse pensando na morte da bezerra, estressar com o vento, querer ser a dona da razão, brigar por tudo. Até parei de jogar videogame, ultimamente não ouço nem musica (uma de minhas paixões), acho que estou quase me tornando um misantropo, isto é, se não já virei um.

SEXTA-FEIRA, 16 DE JULHO DE 2010
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários:

Postar um comentário

Credibilidade é o nosso maior patrimônio

Nosso objetivo é fazer jornalismo com seriedade, produzindo conteúdo regional, sobre política, economia, sociedade e atualidade, na forma de opinião, editorial e criticas. Não usamos de artifícios como sensacionalismo, imagens apelativas, chocantes ou degradantes, tampouco textos, frases, ou palavras chulas para obter acessos.

Não somos o primeiro a divulgar a informação, mas somos quem apresenta o conteúdo checado, aprofundado e diferenciado. Aqui oferecemos aquele algo mais que ainda não foi dito, ou ainda não foi mostrado. Noticias qualquer um pode divulgam, mas com apuração e seriedade só aqui.

Comentários anônimos, ou que contenham, palavrões, pornografia, ataques pessoais, calúnias ou difamações não serão publicados.

Jornalista Abimael Costa

LG Contabilidade Pública

LG Contabilidade Pública

Clinica Santo André

Clinica Santo André