terça-feira, 1 de abril de 2014

Acuado, O Imparcial tenta reagir as criticas



O jornal O Imparcial vem sendo alvo de duras e ácidas criticas por conta de uma matéria publicada na sexta-feira, 21 de março, no caderno de politica, assinada pelo jornalista Diego Emir. 

Com o titulo: Deputado propõem uso da maconha, ela trata sobre o projeto de lei 7270/2014, de autoria do deputado Jean Wyllys, que Regula a produção, a industrialização e a comercialização de Cannabis - maconha -, derivados e produtos de Cannabis - maconha.

O deputado Jean Wyllys sentiu se ofendido com o texto e emitiu nota criticando duramente o jornal e sua linha editorial: LEIA AQUI:

Em resposta a nota do deputado, O Imparcial publicou reportagem de página inteira na edição de domingo 30 de março, com a chamada de capa "A Guerra pela legalização da maconha, a reportagem é assinada pela jornalista Glaucione Pedrozo da editoria de politica do jornal. dentro da matéria tem um texto com sub titulo: A fúria de Jean Wyllys contra a imprensa , lá a jornalista bate forte no deputado e faz uma especie de resposta a nota divulgada pelo parlamentar.

A reportagem de Glaucione Pedrozo repercutiu de forma negativa entre jornalistas, políticos, ativistas sociais e público em geral, que mais uma vez criticam impiedosamente o jornal O Imparcial. O jornalista Zema Ribeiro publicou texto sobre o assunto em seu blog, com o titulo: A guerra do jornal O Imparcial contra Jean Wyllys onde ele bate forte no jornal e na forma parcial de fazer jornalismo.

Vários Jornalistas usaram seus perfis em redes de relacionamento para também criticar a postura do O Imparcial:

Suzana Beckman Mau jornalismo e, diga-se ainda, péssimo texto. Não só falhas grotescas de apuração e construção do texto jornalístico, mas erros crassos de Português mesmo, de coesão, coerência e falta de revisão dos textos. RIP jornalismo.
Rafaela Marques Suzana, erros crassos de português, falhas grotescas de apuração, um enorme gap entre a abordagem surrada do impresso e a discussão livre on line, a indubitável falta de contextualização, a falta grave em não citar a fonte da agência de notícias. Sinto pelos profissionais que conheci e que conheço que trabalham lá. Vc, como ex-repórter, o que sente? O que sinto é que vc jamais assinaria um texto como aquele, o que me eleva o pensamento: ei, não decretemos a morte do jornalismo! O que está em crise é o modelo de negócio, que apinha as redações de estagiários sem que os mais antigos estejam lá para ensiná-los. A resposta do Imparcial só ilustra o desespero que significa perder credibilidade, leitores, e por conseguinte, anunciantes. O jornalismo não morreu. Esse cadáver no armário é dos patrões. Vamos nos dar um abraço solidário, rs.
Suzana Beckman Rafaela , O Imparcial já foi um grande jornal. Até hoje, se considerarmos a concorrência, ele tem suas vantagens: ainda é o que mais dá liberdade de criação para o jornalista: nos quatro anos em que estive por lá tive o prazer de escrever matérias que sei que jamais teriam sido publicadas em nenhum outro impresso de São Luís, e não porque fossem polêmicas, mas porque fugiam completamente do padrão engessado do lide feijão com arroz. Vi colegas publicarem material assim também, de duas ou de até três páginas! O Imparcial, vez por outra, dá furos e pauta a concorrência. Hoje ainda há excelentes profissionais por lá, e talvez, felizmente, eu deva rever o que escrevi antes: o jornalismo (que bom!) não morreu. O que está agonizando, como você tão bem colocou, é o modelo de negócio. Assim, privilegia-se a mão de obra barata, com estagiários mal pagos e profissionais inexperientes, posicionados em cargos estratégicos antes de ter acumulado a experiência necessária para tal. O resto é a continuidade dessa cadeia de erros...
Ludimila Matos Frequentemente tenho sida tentada a proferir a "frase terrível" sobre o jornalismo...

Diante de um enxurrada de criticas, a jornalista Glaucione Pedrozo , autora da segunda reportagem publicou um novo texto com o titulo: SOBRE A MACONHA, onde rebate as criticas, criticando os que a criticaram, vale a pena ler o texto da jornalista.

Disponibilizo abaixo na integra todos os textos citados acima, acredito que valha a pena participar deste interessante debate.







O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), criticou de forma dura e contundente o jornal maranhense, O Imparcial, por conta de uma matéria publicada nesta sexta-feira (21), no caderno de politica, assinada pelo jornalista Diego Emir.  

As criticas do parlamentar se referem á matéria com o titulo: Deputado propõem uso da maconha, ela trata sobre o projeto de lei 7270/2014de autoria do deputado Jean Wyllys, que Regula a produção, a industrialização e a comercialização de Cannabis - maconha -, derivados e produtos de Cannabis - maconha -, o deputado se sentiu ofendido pela forma como o projeto foi mostrado pelo jornal, segundo ele "trata-se mesmo de uma distorção/deturpação descarada do projeto que apresentamos na Câmara dos Deputados. A diferença entre a reação de "O imparcial" (que ironia; que escárnio este nome!) e a reação de grande parte da mídia conservadora no resto do Brasil é só a falta de sutileza na manipulação"

Jean Wyllys foi enfático e acido em sua declarações, além de criticar O Imparcial, bateu na imprensa maranhense e do Brasil como um todo. "Minha primeira reação, ao vê-la, foi considerá-la um sintoma do analfabetismo funcional que cresce no país e, em consequência, em redações de jornais e revistas: são mais de 30,5 milhões de analfabetos funcionais; 38% destes universitários". Os editores de "O imparcial" confiam mais nos efeitos do analfabetismo funcional que a oligarquia local impõe à população maranhense - instrumento de manutenção do seu poder, que vigora há quase 50 anos! Toda a esquerda é critica – com razão - às tentativas de manipulação da opinião pública empreendida pela mídia conservadora no Brasil. pontuou o deputado.

Não emito juízo de valor sobre as declarações do parlamentar, cada leitor assimile e faça sua analise, para isso, reproduzo abaixo o texto completo do deputado, publicado originalmente em uma rede de relacionamento, a postagem do parlamentar já rendeu 256 comentários, 666 compartilhamentos e foi curtido por 3.455 pessoas. 
















Esta é uma manchete do jornal "O Imparcial"(de São Luis, no Maranhão), aliado da família Sarney no Estado. Minha primeira reação, ao vê-la, foi considerá-la um sintoma do analfabetismo funcional que cresce no país e, em consequência, em redações de jornais e revistas: são mais de 30,5 milhões de analfabetos funcionais; 38% destes universitários.

Depois, analisando atentamente a matéria, vi que não se trata de sintoma de analfabetismo funcional: trata-se mesmo de uma distorção/deturpação descarada do projeto que apresentamos na Câmara dos Deputados. A diferença entre a reação de "O imparcial" (que ironia; que escárnio este nome!) e a reação de grande parte da mídia conservadora no resto do Brasil é só a falta de sutileza na manipulação.

Os editores de "O imparcial" confiam mais nos efeitos do analfabetismo funcional que a oligarquia local impõe à população maranhense - instrumento de manutenção do seu poder, que vigora há quase 50 anos! Toda a esquerda é critica – com razão - às tentativas de manipulação da opinião pública empreendida pela mídia conservadora no Brasil. 

Quem não se lembra daquela manchete estampada no jornal “Diário do Acre” às vésperas do pleito em 1989 que dizia “PT sequestra Abílio Diniz”? E da recente campanha difamatória contra Marcelo Freixo empreendida por O Globo, Globo News e CBN a partir de um "disse-que-disse"? E das manchetes de O Globo, Estadão e Folha criminalizando descaradamente as primeiras manifestações populares da jornada de junho de 2013?

Só que para essa crítica ser completa, é preciso dizer que essa liberdade de manipulação sem pudor só perdura porque os governos, nem o atual, nunca romperam com as alianças políticas patrimonialistas que também sustentam esse monopólio de informação. Os jornais de Sarney, ALIADO dos governos do PT, e a Veja, ARQUI-INIMIGA dos governos do PT, são as duas faces da mesma moeda!

Esse episódio também mostra como essa combinação – alianças patrimonialistas e mídia monopolizada e conservadora - custa caro à sociedade brasileira, por manter grande parte da nossa população aprisionada ao seu obscurantismo preconceituoso e por frear avanços no terreno dos direitos civis. 

Como pergunta Caetano Veloso, em "Podres poderes", "será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América católica/evangélica que sempre precisará de ridículos tiranos?" 

Querem saber mesmo e de verdade do que trata o projeto que apresentamos (projeto que é contra a "liberação" da maconha, mas a favor de sua legalização e regulamentação como forma de enfrentar o tráfico, reduzir o número de mortes e prisões injustas, tratar dependentes químicos como doentes, assegurar a liberdade individual e de proteger crianças e adolescentes)? Querem saber? Leiam o que é publicado aqui ou meu site:http://jeanwyllys.com.br/

*Jean Wyllys foi eleito deputado federal pelo PSOL-RJ para o mandato 2011-2015. É escritor, com três livros publicados, professor universitário na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Universidade Veiga de Almeida (UVA), ambas no Rio, além de colunista da Carta Capital e do iGay, portal LGBT do iG.
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Deputado psolista volta a ser atacado por O Imparcial. Foto: portalmidia.net. Reprodução
A guerra do jornal O Imparcial contra Jean Wyllys

Artigo escrito por Zema Ribeiro e publicado originalmente no blog: zema ribeiro com o titulo 
A guerra dO Imparcial contra Jean Wyllys

O jornal maranhense O Imparcial voltou à carga hoje (30) contra o deputado federal Jean Wyllys (PSol/RJ), que protocolou projeto de lei que prevê a regulação da produção, industrialização e comercialização de maconha no Brasil, o que é bem diferente de propor o uso da erva, como estampou o jornal na manchete Deputado propõe uso da maconha (de 19 de março).

Em A guerra de Jean pela legalização, o periódico afirma que a matéria citada era de autoria da Agência Brasil, onde a mesma traz a seguinte manchete:Deputado propõe descriminalização do uso e produção da maconha. Percebem a diferença?

A colagem de releases, textos de assessorias e agências de notícias é prática cotidiana no jornalismo cometido no Maranhão desde sempre. Muda-se o título (às vezes) para engabelar o leitor mais desatento, mantém-se o texto, sem tirar nem por vírgula, e tem-se “outra” notícia, mesmo que seu conteúdo não condiga com a manchete.

Hoje o jornal “defende-se” dA fúria de Jean Wyllys contra a imprensa (outra manchete hodierna) alegando que o texto é da Agência Brasil – por que, na ocasião, não manteve o título da agência e/ou não lhe deu o devido crédito quando de sua publicação?

A página inteira [Política, 2] dedicada a “combater” Jean Wyllys e a maconha fecha-se com um perfil em que o deputado é tachado como alguém que “se diz defensor das minorias”. Lembremos que o psolista é o primeiro representante orgânico do segmento LGBT eleito para a Câmara Federal em tantos anos de história. Não é O Imparcial quem vai lhe dar, tirar ou atestar títulos. Cereja do bolo, ainda na página inteira: cinco políticos conservadores atacando o socialista e defendendo o jornal: Eliziane Gama (deputada estadual/ PPS), Pedro Lucas Fernandes (vereador/ PTB), Magno Bacelar (deputado estadual/ PV), Barbara Soeiro (vereadora/ PMN) e Afonso Manoel (deputado estadual/ PMDB).

O jornal afirma ainda que “O parlamentar foi procurado inúmeras [sic] ao longo da semana pela reportagem de O Imparcial para falar sobre o assunto, mas não quis se manifestar sobre o assunto [sic] em nenhum momento, sempre colocou a sua assessoria de imprensa para responder aos questionamentos [sic], os quais não foram respondidos em relação as [sic] críticas feitas a [sic] imprensa e ao imprenso [sic]”.

Só para lembrar: Jean Wyllys esteve em São Luís sexta-feira passada (28), ocasião em que participou de coletiva de imprensa na Quitanda Rede Mandioca e de Seminário Programático de Direitos Humanos de seu partido, no Sindicato dos Bancários.
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30/03/2014 

Jean Wyllys, deputado autor da proposição que propõe a regulamentação do uso da maconha, é conhecido também conhecido por comentários ácidos em redes sociais. De acordo com o professor do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Ceará, Jamil Marques, doutor em Comunicação e Política, esse é um comportamento comum entre a maioria dos políticos. “o utilizarem as redes sociais para debater determinados assuntos, penso que os agentes representativos estão cumprindo o que é esperado deles: tornar públicas suas opiniões, a fim de testá-las e de obter apoio junto à esfera da cidadania”, afirmou.

Jamil Marques explicou ainda que essa conduta em utilizar plataformas digitais no jogo político é compreensível diante da conveniência. “Qualquer plataforma que possa trazer visibilidade positiva para si ou negativa para os adversários será utilizada quando for conveniente. É natural do jogo político e não haveria de ser diferente quanto se trata da comunicação digital”, declarou o professor.

Acerca do baixo índice de acesso à internet, o professor Jamil Marques disse que esse fator deve ser relativizado e que o cenário está se modificando, em razão do uso de outras plataformas para acessarem a internet, além dos computadores. “Primeiramente, é necessário relativizar o que se chama de ‘baixo índice de acesso’. A quantidade de usuários que emprega não apenas o computador, mas outras plataformas a exemplo dos smartphones cresce de maneira constante. Mesmo os cidadãos que não têm acesso direto à rede são afetados por ela: pense em quantas noticias a televisão nos traz graças às conexões de internet, aos vídeos do Youtube, às postagens de autoridades em redes sociais. De certa maneira, registra-se em diferentes plataformas de comunicação torna-se inevitável àqueles que ocupam cargos representativos”, finalizou.

Uso do facebook

Por utilizar com bastante frequência a rede social Facebook, o deputado do PSOL utilizou da plataforma para repercutir a matéria veiculada por O Imparcial, na semana passada. A matéria, publicada em 19.03, era de autoria da Agência Brasil e descrevia o teor do projeto de Lei de Jean Wyllys.

Em um comentário ácido, Jean Wyllys questionou a credibilidade do jornal com a seguinte assertiva: “Analisando atentamente a matéria, vi que não se trata de sintoma de analfabetismo funcional: trata-se mesmo de uma distorção/deturpação descarada do projeto que apresentamos na Câmara dos Deputados. Os editores de "O Imparcial" confiam mais nos efeitos do analfabetismo funcional que a oligarquia local impõe à população maranhense - instrumento de manutenção do seu poder, que vigora há quase 50 anos”, declarou Jean Wyllys no Facebook.

O parlamentar foi procurado inúmeras ao longo da semana pela reportagem de O Imparcial para falar sobre o assunto, mas não quis se manifestar sobre o assunto em nenhum momento, sempre colocou a sua assessoria de imprensa para responder os questionamentos, os quais não foram respondidos em relação as críticas feitas a imprensa e ao imprenso.




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Glaucione Pedrozo é repórter da editoria
de política de O Imparcial

SOBRE A MACONHA. Engraçado como no Maranhão o debate sempre recai para "sarneysmo". Ninguém sai da zona de conforto para debater os problemas, quaisquer que sejam. Antes de tudo, explico-lhes a dinâmica do jornalismo. 

O título e a manchete devem ser um convite à leitura da matéria. Se são sensacionalistas, o problema é outro. Pois bem. Depois disso, outro ponto a ser esclarecido é quanto à produção de uma reportagem: implica em ouvir diversas fontes, que exponham pontos de vista diferentes. Além de dados de pesquisa, etc.

Ontem, foi veiculada no jornal O Imparcial uma matéria de minha autoria que levanta o debate sobre a legalização do uso da maconha. Analisando os comentários na página do jornal, vi que muita gente se limitou a ler o título e daí tirou conclusões. Bom, infelizmente, o deputado Jean Wyllys realmente não se manifestou depois de inúmeras tentativas de contato. Tirando o primeiro email, que foi respondido de maneira agressiva (e isso motivou o título), e que também fugia aos esclarecimentos do jornal, os meus emails foram ignorados. Mas mesmo assim tive a lealdade de colocar o ponto de vista do parlamentar, que o manifestou por artigo na Carta Capital. Sim, na sexta feira ele estava em São Luís, mas quem é jornalista de redação e sabe do deadline de uma matéria especial, entende o prazo de entrega. 

Eu creio que expor pontos de vista diferentes não torna uma matéria tendenciosa, pelo contrário, abre o debate. Ouvi uma profissional respeitada, que atua na área de reabilitação de dependentes químicos. Ela expôs o seu ponto de vista, que é diferente do ponto de vista do parlamentar. Fiz questão também de levantar o debate do ponto de vista jurídico e também do ponto de vista da comunicação.

O porquê de os parlamentares usarem tanto as mídias sociais? Ouvi um grande especialista no assunto. Por fim, ouvi opiniões de parlamentares “ligados” e “de oposição” à família Sarney para exporem seus pontos de vista quanto à imagem do jornal e a opinião do parlamentar do RJ. O trabalho que foi feito, nada mais é que apuração. Mas o debate aqui, infelizmente sempre se limita ao que é "Sarney" ou "Nao-Sarney".

Eu não escrevi para que os colegas gostassem de mim ou para defender a visão do deputado Jean Wyllys, do Sarney ou de quem quer seja. Se ser conservadora é dar espaço ao debate plural (conservador e progressista, sim porque só dar espaços a “progressismos” não configura debate e sim folhetim), eu sou conservadora. Estou em paz, com a plena certeza de dever cumprido. A sociedade merece saber do “outro” lado, ainda que seja conservador. Escrevi levantando as hipóteses de um debate que, em minha opinião, diante da gravidade, deveria ser levado a uma maior consulta popular, como um plebiscito.

Foto: SOBRE A MACONHA. Engraçado como no Maranhão o debate sempre recai para "sarneysmo". Ninguém sai da zona de conforto para debater os problemas, quaisquer que sejam. Antes de tudo, explico-lhes a dinâmica do jornalismo. O título e a manchete devem ser um convite à leitura da matéria. Se são sensacionalistas, o problema é outro. Pois bem. Depois disso, outro ponto a ser esclarecido é quanto à produção de uma reportagem: implica em ouvir diversas fontes, que exponham pontos de vista diferentes.  Além de dados de pesquisa, etc.
Ontem, foi veiculada no jornal O Imparcial uma matéria de minha autoria que levanta o debate sobre a legalização do uso da maconha. Analisando os comentários na página do jornal, vi que muita gente se limitou a ler o título e daí tirou conclusões. Bom, infelizmente, o deputado Jean Wyllys realmente não se manifestou depois de inúmeras tentativas de contato. Tirando o primeiro email, que foi respondido de maneira agressiva (e isso motivou o título), e que também fugia aos esclarecimentos do jornal, os meus emails foram ignorados. Mas mesmo assim tive a lealdade de colocar o ponto de vista do parlamentar, que o manifestou por artigo na Carta Capital. Sim, na sexta feira ele estava em São Luís, mas quem é jornalista de redação e sabe do deadline de uma matéria especial, entende o prazo de entrega. 
Eu creio que expor pontos de vista diferentes não torna uma matéria tendenciosa, pelo contrário, abre o debate.  Ouvi uma profissional respeitada, que atua na área de reabilitação de dependentes químicos. Ela expôs o seu ponto de vista, que é diferente do ponto de vista do parlamentar. Fiz questão também de levantar o debate do ponto de vista jurídico e também do ponto de vista da comunicação.  O porquê de os parlamentares usarem tanto as mídias sociais? Ouvi um grande especialista no assunto. Por fim, ouvi opiniões de parlamentares “ligados” e “de oposição” à família Sarney para exporem seus pontos de vista quanto à imagem do jornal e a opinião do parlamentar do RJ. O trabalho que foi feito, nada mais é que apuração.  Mas o debate aqui, infelizmente sempre se limita ao que é "Sarney" ou "Nao-Sarney". Eu não escrevi para que os colegas gostassem de mim ou para defender a visão do deputado Jean Wyllys, do Sarney ou de quem quer seja. Se ser conservadora é dar espaço ao debate plural (conservador e progressista, sim porque só dar espaços a “progressismos” não configura debate e sim folhetim), eu sou conservadora. Estou em paz, com a plena certeza de dever cumprido. A sociedade merece saber do “outro” lado, ainda que seja conservador. Escrevi levantando as hipóteses de um debate que, em minha opinião, diante da gravidade, deveria ser levado a uma maior consulta popular, como um plebiscito.


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Jornalista Abimael Costa

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