domingo, 27 de abril de 2014

Greve dos rodoviários coloca prefeitura de São Luis entre a cruz e o punhal





O medo das ruas

Sem distinção de coloração política, prefeitos de capitais e de grandes cidades estão segurando a concessão de qualquer reajuste das tarifas do transporte público urbano. Um desses prefeitos de capital relatou que isso está ocorrendo, não apenas por causa do ano eleitoral, mas sobretudo por temor de uma nova onda de manifestações. Está chegando o mês de junho, aniversário das radicais manifestações ocorridas no ano passado. Agora, além da incógnita sobre novos protestos espontâneos, os governos estão na expectativa de ações promovidas por sindicatos e associações. Estas organizações estão motivadas e dispostas a recuperar a liderança perdida sobre as massas.
Coluna Panorama politico - Ilimar Franco  24/04/2014


Qualquer que seja o desfecho da negociação entre rodoviários, empresários e a prefeitura de São Luis, o prefeito Edivaldo Holanda Junior certamente sairá desgastado e chamuscado.

Em ano de eleições, a prefeitura não quer nem ouvir falar em reajuste de tarifas, afinal, reajuste de passagem é um ato impopular que pode desgastar ainda mais a já combalida imagem de Edvaldo. Na outra ponta, os rodoviários pedem um reajuste de 16% e o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos de São Luís, diz ser totalmente impossível atender qualquer reivindicação dos trabalhadores seu que haja aporte financeiro da prefeitura, já que segundo os empresários do setor, o sistema está falido e dando prejuízo faz tempo. 

Os rodoviários ameaçam mais uma greve por tempo indeterminado a partir do dia 1º de maio (quinta-feira), caso a classe patronal não sente à mesa de negociações. Em mais uma tentativa de solucionar o impasse, uma audiência publica foi marcada para as 14h desta segunda-feira (28), no Ministério Público do Trabalho (MPT), reunindo representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários do Maranhão (STTREMA) e do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET).

Se conceder o reajuste de tarifas, atendendo a solicitação dos empresários do setor de transporte coletivo, Edivaldo Holanda Junior, vai enfrentar a ira e as manifestações dos estudantes e movimentos sociais que certamente não aceitarão calados este reajuste considerado abusivo, manifestações em ano eleitoral certamente influenciarão na candidatura do principal aliado e tutor do prefeito, o comunista Flávio Dino, principal avalista da eleição de Edivaldo.

Não concedendo o reajuste, os rodoviários paralisarão o Sistema de Transporte de Passageiros da capital, uma greve longa e sem previsão de terminar acarretará prejuízos aos comerciantes e trará sérios transtornos a população, fato que respingará na administração municipal e no pré candidato a governador Flávio Dino, tutor e avalista de Edivaldo Holanda Junior.  

Vale aguardar o resultado de toda esta pendenga que pode prejudicar cerca de mais de um milhão de pessoas diariamente já a partir da próxima quinta-feira, 1º de maio.

O SET -Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos de São Luís, divulgou nota no inicio do mês, se posicionando sobre a reivindicação do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviários do Maranhão (STTREMA)

NOTA

O Presidente do SET -Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos de São Luís, José Luís Medeiros, anunciou a total impossibilidade de continuar as negociações com a categoria dos rodoviários, uma vez que todas as reivindicações da categoria trazem impactos econômicos para um sistema já falido.

Segundo anunciou o presidente do SET na última reunião com os Rodoviários na tarde da terça-feira (08.04), é essencial e urgente que a Prefeitura intervenha nesse impasse e sinalize medidas emergenciais para evitar o caos ainda maior, no atual sistema de transportes coletivos da capital maranhense.

Uma recente Auditoria da Prefeitura fiscalizou o sistema de transportes e as empresas que atuam no mesmo, chegando a números alarmantes e que demonstram oficialmente o déficit acumulado há mais de seis anos e que inviabiliza a continuidade da operação do transporte nas condições atuais da séria crise do setor.

"Lamentamos chegar a esse impasse. Já informamos oficialmente às autoridades, e agora em respeito aos rodoviários e à população, conclamamos a Prefeitura a participar desse debate, sinalizando medidas que possam reverter o agravamento dessa crise. Os empresários estão de mãos atadas e sem condições de avançar nesta negociação " declarou o Presidente do SET.
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