quinta-feira, 5 de junho de 2014

Em editorial JP ataca professores e defende prefeito



Na ânsia de defender o indefensável, o Jornal Pequeno em seu editorial desta quinta-feira (05), ataca de forma desleal, covarde e vergonhosa todos os que ousam criticar a falta de governo que impera em São Luis.

Pressionado pela população e desgastado perante a opinião publica por não corresponder as expectativas e por não cumprir sequer 1% do que prometeu em palanque, além de conseguir a façanha  de em alguns aspectos se mostrar pior do que o seu antecessor, o prefeito Edivaldo Holanda Junior vive seu inferno astral, abandonado pelo ex-juiz, seu tutor e ex-fiel escudeiro, o prefeito é vitima de suas promessas mirabolantes e das muita propostas fantasiosas feitas durante a campanha eleitoral.

Segundo o editorial do JP a culpa por todo o caos que São luis vive neste momento é dos que ousam cobrar ações eficientes e respostas para os problemas que os afligem. Tentam em vão politizar o fraco desempenho do prefeito, atribuindo a culpa dos fracassos da fraca administração municipal ao governo do estado, parlamentares da base aliado de Roseana, sindicatos dos rodoviários dos empresários do transporte coletivo e dos professores, a quem chamam de mercenários, baderneiros, manipulados, patifes e irresponsáveis.

Vale a pena ler o editorial, que considero ser uma peça ou um manual de como não fazer jornalismo, e vergonhoso e lamentável ver que o jornal ao defender o prefeito ataca ferozmente, de forma baixa e grosseira os movimentos sociais aqui representandos pelo sindicato dos professores e dos rodoviários, neste instante parece que vale tudo para tentar blindar sua excelência o prefeito Edivaldo Holanda Junior que insiste em se mostrar como vitima e como coitadinho, perseguido e pressionado por todos.   
LEIA O EDITORIAL AQUI NA INTEGRA: 

Sindicato de uma pessoa só - Editorial – Jornal Pequeno 05/06/14


A pressão política contra o prefeito Edivaldo começa a ganhar as mesmas proporções exercidas contra Jackson Lago e João Castelo em vésperas de eleições. Além das tempestades naturais que complicaram o asfalto da cidade, a cada dia o governo escala uma eminência parda para demonizar a atual gestão da Prefeitura. Roberto Costa, Edilazio Júnior, Edinho Lobão, Magno Bacelar e até o senador José Sarney criticaram e, em alguns casos, até insultaram o prefeito de São Luís. Sem contar o que faz o maior monopólio dos meios de comunicação da América do Sul.

O governo faltou com a verdade mais uma vez quando fingiu que aceitaria uma parceria com a Prefeitura. O Sindicato das Empresas de Transportes ‘engoliu’ 15 dias de prejuízos e retirou todos os ônibus das ruas. A tentativa de forçar um aumento nos preços das passagens também era política. Tudo que eles queriam eram os estudantes nas ruas em protesto contra a Prefeitura e o prefeito. Estão com raiva porque não conseguiram.

O cheiro de mercenários é muito forte. Fizeram isso com Jackson Lago, comprando lideranças estudantis. Fizeram com João Castelo, mandando rebentar a Avenida Santos Dumont quando ela acabava de ser construída. Os ataques contra Edivaldo partem agora do Sindicato dos Professores. Sindicato, vírgula, porque não tem diretoria, só uma presidente cujas ligações políticas são suspeitas. Ligações que levaram todo o restante da diretoria a renunciar.

O Sindicato de Uma Pessoa Só e que, portanto, não representa a digna categoria dos professores, começa a enveredar por caminhos duvidosos, como se também estivesse, de alguma forma, submetido ao interesse político do grupo Sarney. Tudo é possível crer neste momento de convulsão política em que o poder de 50 anos dos Sarney se sente ameaçado.

Não seria essa a primeira vez em que mercenários seriam pagos para atacar a oposição. Não seria essa também a primeira vez em que uma categoria seria manipulada por sua liderança para atender a interesses políticos inconfessos. Será sempre justa qualquer reivindicação salarial de trabalhadores no Brasil. Somos os piores em distribuição de renda e calcula-se que neste país 10% da população é dona de 90% de tudo o que produzimos. Mas a negociação não pode ser substituída pela baderna que já cansa o Brasil e, em particular, o Maranhão.

Afirma a Prefeitura que um professor do município recebe salário equivalente ao dobro do piso nacional. E essa, convenhamos, é uma conquista histórica. E há outras conquistas que não estavam em São Luís antes da gestão de Edivaldo Holanda, como a contratação de novos professores, recursos para construção de creches e escolas, transporte escolar e material didático. 

A reivindicação se entende, mas nesse clima o que não se entende é a intransigência em querer forçar uma greve, manifestações, agressões contra um gestor que sempre manteve as portas abertas para os movimentos sociais. 

A insanidade é tamanha que a presidente do sindicato dos professores do município, Elisabeth Ribeiro Castelo Branco, perde todo o bom senso de civilidade e leva meia dúzia de sindicalistas para fazer baderna e perturbar o sossego dos moradores do condomínio onde mora o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, como aconteceu na manhã de ontem. Onde já se viu tamanha irresponsabilidade!

Os professores, como formadores de opinião e de quem se espera atitudes equilibradas, deveriam se concentrar em frente à Prefeitura e não invadir a privacidade dos condôminos que nada têm a ver com as reivindicações da classe, cuja greve foi considerada ilegal pela Justiça.

Alguém parece muito interessado em acabar indefinidamente com a tranquilidade de São Luís. É um jogo bruto, um jogo político que a população já começa a perceber. A capital maranhense está sendo sabotada e o povo precisa acordar para essa patifaria.
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