segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Jornalista é vítima de arrastão em movimentada avenida de São Luís





Enquanto o governo do Estado insiste em divulgar números e dados afirmando que a violência e a criminalidade estão em queda livre na Grande São Luís e em todo o estado do Maranhão, a realidade infelizmente contrasta e desmente a fala do governo e seus dados. O sentimento da população é de absoluta insegurança. 

O que vemos são bandidos cada vez mais audaciosos agindo em movimentadas avenidas da capital,  á luz do dia sem nenhum temor de serem incomodados ou importunados. Como explicar que seis marginais façam um arrastão em uma das avenidas mais movimentadas de São Luis ao meio dia.

Era meio dia, quando a jornalista e advogada  Kátia Persovisan  em companhia do esposo e da filha de apenas nove meses foram abordados por seis bandidos armados enquanto transitavam pela Av. Ferreira Gullar, num trecho próximo a ponte que liga o Jaracaty ao Renascença.

Em um perfil que mantem em uma rede Social, a jornalista faz um relato dramático dos momentos de terror que viveu em poder dos assaltantes. 



Bom dia, amigos e amigas!
Não costumo usar este espaço para relatar episódios pessoais, mas há exceções. Ao acessar a minha página hoje, vi que algumas informações sumiram e eu não sei o que aconteceu.
Bom, mas queria relatar a vocês um episódio grave que vivi ontem - domingo - 16/08/2015 - ao lado de meu marido e filha, uma bebê de apenas 9 meses. 
Era meio dia de domingo quando adentramos a Avenida Ferreira Gullar, num trecho próximo a ponte que liga o Jaracaty com o Renascença. De repente, do nada, um homem armado e encapuzado nos obrigou a parar. Paramos e ato contínuo, cinco a seis homens pularam para a avenida, cobertos de lama e passaram a esmurrar o carro em todos os vidros, para que abríssemos as portas.
Um deles, armado de faca, me puxou para fora do carro, com minha filha no colo. O outro, armado de revólver, encostava a arma no meu marido, enquanto os demais entraram no carro e reviravam tudo. Meu marido manteve a calma e só pedia para que o bandido que o abordava deixasse os documentos que estavam na carteira. E eu, do lado de fora, apavorada e desesperada, só pedia ao que me segurava que não fizesse nada com minha filha. Todos encapuzados. O que me segurava, muito calmo, disse: "Calma, tia, a gente não vai fazer nada".
Pensei que fôssemos morrer. Era meio dia. O sol a pino e nossas vidas à mercê de quem não tem nada a perder. Pensei até que eles fossem levar o carro, mas me mandaram entrar de novo e assustados, saímos com portas abertas e tudo. Levaram celular, carteira, relógio, as compras de supermercado, bolsa e até minha carteira de advogada.
Alguns motoristas que vinham atrás de nós conseguiram dar a ré. Outros não tiveram a mesma sorte e igualmente foram assaltados. Fiquei em choque, assustada com a ousadia e com a violência sofrida. Mas muito, muito grata a Deus porque saímos ilesos. Nunca imaginei passar por isso, e muito menos numa avenida na qual sou acostumada a transitar.
Sei que o Maranhão não está imune à crise de segurança que o próprio país atravessa, apesar de todos os esforços que o novo governo vem empreendendo, com a convocação de novos policiais militares e um investimento nunca antes visto em inteligência.
Sei que violências de toda a sorte ocorrem de norte a sul do Brasil e ouvimos relatos todos os dias de pessoas de bem que têm suas vidas atacadas e seus bens subtraídos.

Mas o próprio sistema prisional está falido. Não pune, não recupera, não ressocializa. Do jeito que é hoje, é só depósito (imundo) de gente, escola profissionalizante de bandido. Ao lado de uma legislação obsoleta e por vezes esquizofrênica (o índice crescente de foragidos entre aqueles que conseguem saídas temporárias está aí pra mostrar) e de um judiciário abarrotado de processos e lento porque não consegue dar conta de tantas demandas, tem-se a receita do caldeirão do diabo.


Mas a despeito do susto e da sensação brutal de impotência, estamos gratos a Deus. Nossas vidas estão ilesas. Chorei muito ao pensar no que poderia ter acontecido conosco. Entrego a vida daqueles homens nas mãos de Deus. 

E espero que vocês não tenham essa experiência funesta.
Uma sociedade mais segura, com oportunidades para todos e todas, é o que queremos.
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