quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Você viu o vídeo da Fabíola?



















"Uma das funções do jornalismo é registrar os fatos para evitar que alguns deles, pelo menos os que trazem dor e sofrimento à sociedade, se repitam (com frequência) no futuro". Leonardo Sakamoto


É provável que você tenha visto o vídeo da Fabíola, compartilhado, comentado nas redes sociais, lido os muitos textos publicados sobre o assunto, e com certeza também tem opinião formada sobre o assunto. Muita gente achou o vídeo divertido, julgou e condenou a Fabíola, gozou da cara do marido traído, elogiou o chamado "Gordinho da Saveiro", ou seja, o caso virou piada, gozação, chacota, todos contra a Fabíola, afinal para muitos, ali estava incorporada a figura da mulher bandida, traidora, periguete, puta, galinha e que fez por merecer. Alguns afirmaram que o marido foi bonzinho e que pelo que ela fez, merecia sofre muito mais. 

Considerando que adultério não é crime, que a Fabíola, assim como todas as mulheres e homens deste país, gozam de livre arbítrio, já que, vivem sob a égide de um Estado Democrático de Direito, onde o art. 5º, inciso II, da Constituição Federal diz: ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; portanto, homens e mulheres não são propriedade particular de ninguém, ao contrario são donos de suas vontades e de seus corpos.

Daí, infelizmente, é fácil concluir que, quem julgou, condenou, criticou e fez piada do caso, agiu de forma preconceituosa, discriminatória e pior ainda, agiu de modo criminoso, pois com esta atitude incentivou o machismo e o feminicídio

Infelizmente um caso parecido aconteceu na última sexta-feira (18), por volta das 13h, só que desta vez, o ocorrido não teve a mesma repercussão nos blogues, sites e portais de noticias, também não gerou os mesmos comentários e piadinhas preconceituosas. 

Elisangela Viana da Silva Pinheiro, de 35 anos, foi morta a golpes de arma branca. O autor do crime é o vigilante, Nélio Neves Pinheiro de 37 anos, marido da vítima. Elisangela, mais conhecida como Sheila foi morta na sala de sua casa. A filha do casal, de apenas seis anos de idade presenciou toda a ação criminosa. A motivação do crime seria ciúmes, Nélio estaria desconfiado de que Sheila estaria mantendo um relacionamento um relacionamento extraconjugal. O crime aconteceu na Vila Sarney Filho, bairro de São José de Ribamar.

A justiça decretou a prisão preventiva do marido da vítima, e na manhã desta terça-feira (22), Nélio se apresentou na Superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoa (SHPP), depois de interrogado, foi indiciado pelo crime de feminicídio e em seguida encaminhado para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas. 

De acordo com o Instituto Avante Brasil uma mulher morre a cada hora no Brasil. Quase metade desses homicídios são dolosos praticados em violência doméstica ou familiar através do uso de armas de fogo. 34% são por instrumentos perfuro-cortantes (facas, por exemplo), 7% por asfixia decorrente de estrangulamento, representando os meios mais comuns nesse tipo ocorrência.



Abimael Costa - jornalista  



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