sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Não há nada de novo no rugir dessa tempestade de bandeiras vermelhas


Não há nada de novo no rugir dessa tempestade de bandeiras vermelhas que se reproduzem nos milhares de dúzias em São Luís
Elas são a tradução dos métodos arcaicos de ganhar eleição, na base da cooptação do povo carente, da propaganda enganosa e do uso da máquina administrativa, doa a quem doer. ED WILSON 
As vésperas da eleição que vai decidir em 2º turno quem será o prefeito da capital maranhense, se Edvaldo Holanda Junior ou Eduardo  Braide, o Jornalista, doutor em Comunicação, e professor universitário Ed Wilson, publica excelente artigo sobre a disputa.

Entre outras coisas, o professor afirma que seja qual for o vencedor do pleito, o futuro de São Luís é sombrio, e que Edvaldo tem a “obrigação” de ganhar, porque dispõe de mais dinheiro, poder político e econômico, além de uma poderosa máquina de propaganda a seu favor e operando a desconstrução do adversário.



Além de destacar algumas frases do excelente texto do professor, publico na integra o artigo opinativo de Ed Wilson e recomendo a leitura. 

Não há nada de novo no rugir dessa tempestade de bandeiras vermelhas que se reproduzem nos milhares de dúzias em São Luís

Elas são a tradução dos métodos arcaicos de ganhar eleição, na base da cooptação do povo carente, da propaganda enganosa e do uso da máquina administrativa, doa a quem doer.

Edivaldo Junior tem a “obrigação” de ganhar, porque dispõe de mais dinheiro, poder político e econômico, além de uma poderosa máquina de propaganda a seu favor e operando a desconstrução do adversário. 

A vitória do prefeito significa mais quatro anos do PDT no comando da mesma máquina viciada de sempre.

Ao fim e ao cabo, seja qual for o vencedor, o futuro de São Luís é sombrio.




EVENTUAL VITÓRIA DE EDIVALDO JUNIOR LEVARÁ O PDT A 31 ANOS DE PODER EM SÃO LUÍS

Texto: *Ed Wilson





Se o(a) leitor(a) prestar bem atenção, a propaganda eleitoral do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) tem um simbolismo – a camisa azul clara em todas as aparições na TV.

Essa marca é do publicitário Evilson Almeida, maestro da Imagine, empresa carimbada nas gestões pedetistas da capital do Maranhão.

É a mesma cor característica do saudoso ex-governador Jackson Lago, a transfiguração do PDT no Maranhão.

Simbólico, o azul claro do fardão brizolista completa 27 anos mandando e desmandando na Prefeitura de São Luís, desde a primeira administração de Jackson Lago (1989-1992), sob o bordão “trabalho e honestidade”.

Não se pode negar os avanços nas duas primeiras gestões de Jackson Lago. É fato concreto. Azul predominava nas aparições de Jackson Lago

Mas, durante quase três décadas, seria razoável que São Luís estivesse muito melhor: arborizada, com o trânsito organizado, calçadas decentes, ciclovias, parques ambientais, escolas e hospitais com o mínimo de dignidade.

Ainda estamos na era dos “anexos” das escolas municipais e das macas nos “Socorrões”, dois retratos do atraso nas áreas de Educação e Saúde.

Ao longo desses 27 anos, os cofres da Prefeitura de São Luís foram administrados pelo mesmo grupo político, uma espécie de transmutação oligárquica na capital.

O pedetista arraigado vai dizer que não soma esse tempo todo. Afinal, a gestão do prefeito João Castelo (2008-2012) foi tucana.

Sim, era do PSDB, mas com três secretários estratégicos do PMDB e do PDT: Helena Duailibe na Saúde, Canindé Barros na SMTT e Moacir Feitosa na Educação.

Esse trio e tantas outras centenas de cargos na máquina administrativa do PDT atravessaram 27 anos, se refazendo a cada gestão, com qualquer que fosse o(a) prefeito(a). E estão quase todos na gestão de Edivaldo Holanda Junior.

Assim, Edivaldo Holanda Junior é a caricatura plastificada de João Castelo.

RENOVAÇÃO DO ATRASO

Antes de disputar a reeleição, o prefeito saiu do minúsculo PTC e ingressou no PDT, sob o argumento da renovação. Edivaldo Holanda, pai do prefeito, controla a gestão

Qual renovação? Edivaldo Junior, apesar de jovem, é a velha aristocracia herdeira do retrocesso, representado na hereditariedade do próprio pai, Edivaldo Holanda (PTC), sarneísta histórico e mandante de fato na gestão do filho.

Não há nada de novo no rugir dessa tempestade de bandeiras vermelhas que se reproduzem nos milhares de dúzias em São Luís.

Elas são a tradução dos métodos arcaicos de ganhar eleição, na base da cooptação do povo carente, da propaganda enganosa e do uso da máquina administrativa, doa a quem doer.

Até o bordão de Jackson Lago, “trabalho e honestidade”, é questionado.

O PDT faliu a Coliseu (Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos) daqueles caminhões verdes, você lembra?

Depois da falência, começaram as contratações emergenciais de empresas privadas para a coleta de lixo, de tantas querelas com o Ministério Público.

O emblemático representante de Jackson Lago, deputado federal Weverton Rocha (PDT), mandou demolir o ginásio Costa Rodrigues, a praça esportiva mais popular de São Luís.

Fora isso, a cidade é o caos, apenas maquiada pelo prefeito na véspera da eleição.

Nesse cenário, Eduardo Braide (PMN), igualmente filho da aristocracia retrógrada de São Luís, está previamente condenado à derrota.

Edivaldo Junior tem a “obrigação” de ganhar, porque dispõe de mais dinheiro, poder político e econômico, além de uma poderosa máquina de propaganda a seu favor e operando a desconstrução do adversário.

A vitória do prefeito significa mais quatro anos do PDT no comando da mesma máquina viciada de sempre.

Ao fim e ao cabo, seja qual for o vencedor, o futuro de São Luís é sombrio.

Jackson Lago teve méritos e o respeito na medida do que fez, mas essa camisa azul da propaganda de Edivaldo Holanda Junior já está surrada, tanto quanto o discurso da renovação.



*Jornalista, doutor em Comunicação (PUCRS) e professor da UFMA. Diretor de Formação da Associação de Rádios Comunitárias no Maranhão (ABRAÇO-MA) São Luís, Maranhão, Brasil

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