quarta-feira, 8 de março de 2017

No Dia da Mulher é preciso lembrar de Alexcya e Francisca


Dois casos de violência extrema contra mulheres, ou crimes de feminicídio registrados recentemente em Miranda do Norte e que nunca foram esclarecidos, continuam impunes e sem autoria definida refletem a dura realidade enfrentada pela mulher maranhense e mirandense.


Assédio, estupro, agressão física, preconceito, constrangimento, conivência, medo e muita impunidade esta é a realidade de milhares de mulheres em todo o Brasil neste 8 de março. 


No Dia Internacional da Mulher é preciso dizer que no Brasil, a cada 90 minutos uma mulher é assassinada, a cada 2 minutos uma é espancada e cada 11 uma é vítima de estupro, e que todos os dias 179 mulheres são estupradas. Desde o inicio do ano até esta segunda-feira (6), Só em São Luis, 717 mulheres foram vítimas de violência.

Os números mostram que o ambiente é cada vez mais hostil e inseguro para as mulheres, mesmo com a Lei Maria da Penha em vigência há 10 anos e a Lei do Feminicídio há um ano, os casos de violência contra a a mulher não regridem. A impunidade é outro monstro que assusta as vítimas, grande parte dos agressores quando são presos, rapidamente deixam a prisão e os casos de condenação são ínfimos e insignificantes, fatos que inibem e desestimulam as mulheres a denunciar os casos de violência. 

Campanhas de conscientização e grupos de apoio parecem surtir pouco ou nenhum efeito sobre a cultura machistas e patriarcal que insiste em se perpetuar no Brasil e que é responsável pelo sentimento de posse, em que os homens se consideram "donos" das mulheres e por isso podem dispor de suas vidas e destinos como bem entenderem.

A igualdade de direitos, a liberdade de fazer de sua vida e de seu corpo o que bem lhe aprouver, parece um sonho distante. A baixa escolaridade, a dependência financeira e o medo de confrontar o modelo de sociedade estabelecido contribuem fortemente para manter a mulher refém do medo e da violência. 

Dois casos de violência extrema contra mulheres, ou crimes de feminicídio registrados recentemente em Miranda do Norte e que nunca foram esclarecidos e continuam impunes e sem autoria definida refletem a dura realidade enfrentada pela mulher maranhense e mirandense.

Alexcya Victória Rodrigues Brandão, de 17 anos foi morta com requintes de crueldade na madrugada do dia 26/11/2016. O corpo da adolescente apresentava profundo golpe no pescoço que quase decepa a cabeça, estava semi nu, aparentava sinais de violência sexual, e foi encontrado por populares na Avenida Gonçalves Dias, Bairro Novo. A vitima morava com os pais em Miranda do Norte e deixou um filho de 11 meses. ENTENDA O CASO

No dia 1º de fevereiro de 2016 O corpo de Francisca das Chagas da Silva de 34 ano foi encontrado por populares em Miranda do Norte. O corpo estava despido, apresentava sinais de violência sexual e perfurações que aparentavam ter sido produzidas por objeto cortante perfurante - arma branca- ENTENDA O CASO

Francisca das Chagas era trabalhadora rural, sócia no Sindicato de Miranda do Norte desde 2009, e filha de um dos membros do Conselho Fiscal da atual gestão do STTR. Ela deixou um filho.

O crime repercutiu e levou a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), as 27 Federações de Trabalhadores na Agricultura (FETAGs) e mais de 4.000 Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) filiados, que representaram o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR) a divulgar nota de repúdio. A Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular, a Secretaria de Estado da Mulher divulgaram nota de pesar pela morte de Francisca das Chagas, a deputada federal Eliziane Gama também repudiou o crime através de nota. 


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