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terça-feira, 4 de abril de 2017

Maranhão: o nortista do Nordeste


Chega daqueles que exploram politicamente a pobreza, em benefício próprio. Precisamos explorar economicamente as riquezas do nosso estado, em benefício de todos.  Senador Roberto Rocha.

O Maranhão é, com orgulho, um dos nove estados do Nordeste. É assim que ele aparece nos livros escolares, nos mapas, na divisão territorial que remonta ao Império. Mas o que é uma realidade nos documentos nem sempre casa com a verdade científica dos fatos.

Somos, para a ciência, uma área de transição. Do ponto de vista da lógica ambiental o Maranhão é um ecótono, ou seja, uma transição entre vários ecossistemas. Temos um pé na úmida Amazônia e outro no áspero semi-árido. O que caracteriza o Nordeste, culturalmente, que é a escassez de águas, aqui temos em abundância. Guardamos 60% de todas as águas interiores do Nordeste em nossas doze bacias hidrográficas.

Isso coloca o Maranhão numa posição singular. Como nordestinos temos acesso às políticas de crédito do Banco do Nordeste, que foram desenhadas para a realidade do clima árido. Um exemplo simples: o Manual de Crédito Rural do BnB determinava que as operações de custeio pecuário deveriam ter prazo máximo de pagamento de um ano, o que era suficiente para atender às necessidades do gado criado em confinamento, como é o caso dos outros oito estados nordestinos. Mas incapaz de atender à lógica do gado de pasto, predominante entre nós. que precisa de prazos maiores para a engorda.

Levei a questão à diretoria de negócios do Banco que editou nova regra, passando o prazo para dois anos. Parece uma simples alteração de norma, uma medida burocrática, mas o efeito será impactante para a pecuária maranhense. Graças a essa mudança poderemos, no médio e longo prazo, alcançar os números exponenciais do nosso vizinho Tocantins, que abriga o dobro de cabeças de gado do Maranhão.

Paralelamente atuei no sentido de possibilitar o financiamento aos produtores localizados na Amazônia Legal, que tem restrições de exploração territorial da ordem de 80%, de acordo com o Código Florestal. O Banco foi sensível mais uma vez, possibilitando o atendimento com crédito desses clientes, com o compromisso da recomposição ambiental dentre aqueles que se encontrarem em débito de proteção do bioma. Portanto, muito mais lógico que tenham acesso a crédito para fazerem cumprir, em prazos realistas, a proteção que a lei exige.

Essas duas medidas foram possíveis através de normas internas de operação. Mais complexo e abrangente é o projeto de lei que apresentei, já aprovado no Senado, permitindo o acesso do Maranhão aos recursos do Fundo Constitucional do Norte -FNO. Nada mais justo que o Maranhão também se beneficie desse fundo que oferece condições excelentes de financiamento a projetos. Não é à toa que as agências do Banco da Amazônia, a exemplo da de Bacabal, estão fechando em nosso Estado. Se o BASA não for, para o Maranhão, um Banco também de fomento, a tendência é ele desaparecer de nossa dinâmica econômica.

Por isso é importante agora, diria mesmo essencial, que a bancada do Estado finque lanças na Câmara para fazer assegurar a sua tramitação exitosa. A vitória será de todos os maranhenses!

Essas três medidas, que se complementam, terão impacto profundo na atividade econômica do Maranhão. Somos nordestinos sim, mas com igual orgulho somos amazônidas. Essa diversidade é mais uma riqueza que podemos e devemos aproveitar com inteligência estratégica para que o Maranhão desenvolva o seu incrível e inexplorado potencial.

Chega daqueles que exploram politicamente a pobreza, em benefício próprio. Precisamos explorar economicamente as riquezas do nosso estado, em benefício de todos.

*Senador Roberto Rocha
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Jornalista Abimael Costa

Clinica Santo André

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