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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Cúpula da segurança pública apresenta balanço da ‘Operação Jenga'



A polícia cumpriu 43 mandados de busca, apreensão e prisão, fruto das investigações da ‘Operação Jenga’, que apura crime de lavagem de dinheiro a partir de diversas empresas, incluindo postos de combustíveis na capital. Foram 18 presos, sendo 11 homens, entre estes, o empresário Josival Cavalcanti da Silva, o Pacovan, apontado como líder do esquema. Ainda como resultado da operação foi apreendido 61 caminhões; sequestro de 11 imóveis, entre casas, fazendas e postos de combustíveis comprados com dinheiro ilícito; e uma série de contas bancárias bloqueadas. 

Pela sétima vez, a polícia conseguiu prender Josival Cavalcanti da Silva (Pacovan), que segundo as investigações é o chefe da quadrilha que possui cerca de 200 milhões de reais em bens e serviços que incluem três fazendas, 11 imóveis e quatro veículos, e 7 postos de combustíveis que funcionavam em São Luís, Zé Doca e Itapecuru Mirim. 

Todo o esquema criminoso foi explanado durante uma coletiva realizada na tarde desta quinta-feira (4) na sede da SSP, que contou com a presença do secretário de segurança pública Jefferson Portela, do delegado geral da Polícia Civil Lawrence Melo, do superintendente da Seic Tiago Bardal e demais autoridades da pasta da segurança pública.

De acordo com o superintendente Tiago Bardal, há cerca de um ano o departamento de investigação criminal da Seic em trabalho conjunto com laboratório de lavagem de dinheiro, constatou um esquema de agiotagem e desvio de dinheiro público que usava “ laranjas” em transações comerciais fictícias, tendo como fachadas postos de combustíveis e construtoras. “ Uma dissimulação na venda de petróleo e seus derivados. ” Destacou Bardal. 

O esquema fraudulento movimentou mais de R$ 200 milhões com participação de contadores, comercializadores de hortifrutigranjeiros, de construtoras e revendedores de combustíveis. A operação, coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO), órgão da Superintendência Estadual de Investigação Criminal (Seic), prossegue para cumprimento dos demais mandados de prisão, para precisar há quanto tempo o esquema era executado e identificar a origem do dinheiro movimentado pela quadrilha. A operação continua para que os demais envolvidos sejam presos e este esquema não volte a ocorrer”, enfatizou o secretário Segurança, Jefferson Portela.

A próxima fase da operação será analisar todos os documentos e provas apreendidas no intuito de identificar de fato a origem do dinheiro que mantinha a organização. A Priore estão sendo investigados os crimes contra a ordem econômica e tributária, fraude, usura em licitação e lavagem de dinheiro.

“A apuração aponta que Pacovan montou uma rede criminosa utilizando empresas para lavar dinheiro, e, possivelmente, para desvio de verbas públicas”, explica o delegado-geral de Polícia Civil, Lawrence Melo. 

 A partir de agora os trabalhos estarão focados nos que operavam diretamente na lavagem do dinheiro – o Pacovan, familiares do suspeito e pessoas de fachada usadas como ‘laranjas’. Foi identificado que a movimentação financeira das empresas era incompatível com a estrutura física que possuíam, além de outros indícios, culminando com a investigação, que já dura um ano.

Na lista de empresas estão sete postos de combustíveis, destes, cinco na Região Metropolitana de São Luís, um no município de Zé Doca e outro em Itapecuru Mirim envolvidos no crime – que foram interditados. Segundo a lista da polícia, os postos locais são Laranjal (Estrada de Ribamar); Santa Terezinha (Araçagi); Petrobrás (Angelim); Joyce 2 (Alemanha) e 3 (Rodoviária). “Com essa operação, a Segurança desarticulou um esquema que poderia ser ampliado a outras áreas e causar grande leso financeiro. Vamos prosseguir para apontar os demais envolvidos”, disse o titular da Seic, Tiago Bardal.

“Pelo modo de operação, a quadrilha realizava operações comerciais fictícias dissimulando movimentos financeiros e usando nomes de fachada”, explicou o titular da DCCO, delegado Ney Anderson Gaspar. Entre os crimes atribuídos ao grupo estão lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, fraude em licitação, porte e posse ilegal de arma de fogo, crimes contra a ordem econômica (usura, adulteração de combustíveis, concorrência desleal) e tributária.

Ainda como resultado da operação foi apreendido 61 caminhões; sequestro de 11 imóveis, entre casas, fazendas e postos de combustíveis comprados com dinheiro ilícito; e uma série de contas bancárias bloqueadas. Os suspeitos ficaram detidos na Seic até serem apresentados durante a coletiva na SSP, e, após, encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas por força de prisão temporária.

A megaoperação contou ainda com o apoio operacional da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (SENARC), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI), da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) e da Superintendência de Polícia Técnico Cientifica (SPTC).

O secretário de segurança pública Jefferson Portela finalizou a coletiva frisando que o crime organizado é mais grave, devido as suas consequências diante da sociedade, ele interfere na qualidade da educação, saúde, infraestrutura e segurança pública. “ É inadmissível uma atuação tão cruel com a nossa sociedade” disse Portela.
Prisões

Além de Pacovan a Polícia Civil conseguiu prender por meio de cumprimento de mandado de prisão Samia Lima Awad, Thamerson Damasceno Fontenele, Simone Silva Lima, Edna Maria Pereira (esposa de Pacovan), Rafaely de Jesus Souza Carvalho, Creudilene Souza Carvalho, Adriano Almeida Sotero, Geraldo Valdonio Lima da Silva, Lourenço Bastos da Silva Neto, José Etelmar Carvalho Campelo, estes dois últimos apontados como contadores da organização. Foram presos, também, Renato Lisboa Campos, João Batista Pereira, Kellya Fernanda de Sousa Dualib, Manassés Martins de Sousa, Jean Paulo Carvalho Oliveira e Francisco Xavier Serra Silva.

Peça-chave

O nome da operação alude ao jogo intitulado jenga, que consiste no encaixe de peças e a retirada de uma desmorona todo o conjunto. Para a polícia, o ‘Pacovan’ é a peça-chave do jogo que, retirado, desarticulou toda a quadrilha e o esquema criminoso.

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Jornalista Abimael Costa

Clinica Santo André

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