segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Em nota, Autoridades e entidades lamentam morte de Santiago Andrade,cinegrafista da TV Bandeirantes


Cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade







Toda a sociedade perde com a morte de cinegrafista 

A presidenta do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio, Paula Máiran, disse hoje (10) que toda a sociedade perde com a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade. O jornalista foi atingido na cabeça por um artefato explosivo durante a cobertura de uma manifestação na última quinta-feira (6) e teve morte cerebral no Hospital Souza Aguiar.

“É toda a sociedade que perde com a morte do Santiago. Isso representa um atentado a um pilar da democracia. Todo jornalista é um defensor dos direitos da população e dos direitos humanos. É um contrassenso um atentado a um jornalista. A sociedade tem que se unir a nós. Os movimentos de direitos humanos têm que se unir a nós nesse momento, e se aliar na luta em defesa do nosso papel, que é fundamental para melhorar a nossa sociedade”, disse.

Segundo Máiran, desde o início das manifestações nas ruas da cidade, em junho do ano passado, pelo menos 50 jornalistas ficaram feridos. O sindicato defende o uso de equipamentos de proteção individual e o direito de jornalista de se recusar a fazer coberturas que coloquem em risco sua integridade física. De acordo com a presidenta do sindicato, o Estado também precisa garantir a segurança das ruas.

EBC

Nota Oficial 

FENAJ lamenta morte de repórter cinematográfico e cobra ação das autoridades


Atingido por uma bomba quando cobria um protesto contra o aumento das passagens de ônibus no Rio de Janeiro, o repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, Santiago Andrade, teve morte cerebral confirmada pela Secretaria de Saúde do município nesta segunda-feira (10). Ele cobria o confronto entre policiais e manifestantes na Central do Brasil, na última quinta-feira. Com o impacto da explosão de um rojão em sua cabeça, o profissional teve afundamento de crânio. Atendido no Hospital Souza Aguiar, foi submetido a uma cirurgia e resistiu em estado grave até o início da tarde de hoje.

Profissional experiente e competente, Santiago Andrade trabalhava na Rede Bandeirantes há 10 anos, tendo em seu currículo dois prêmios Mobilidade Urbana por sua cobertura jornalística dos problemas no transporte público do Rio de Janeiro. Faleceu aos 49 anos, deixando esposa, filha e três enteados.

Segundo o noticiário, a polícia prendeu um suspeito, o que ajudará a identificar o homem que acendeu o rojão. É preciso, no entanto, que não se tome este caso como justificativa para a repressão à liberdade de expressão e manifestação daqueles que protestam em atos pacíficos por legítimas reivindicações populares. Que puna-se os autores da agressão que tirou a vida de Santiago quando exercia sua profissão, não a sociedade por exigir das autoridades serviços públicos de qualidade e democracia.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) já anunciou o objetivo de investigar porquê Santiago não usava equipamentos de proteção no momento do acidente. A Rede Bandeirantes deverá ser ouvida.

Em nota oficial emitida no dia 7 de fevereiro, a FENAJ condenou a violência contra jornalistas, que cresce assustadoramente no país, e cobrou uma reunião com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, para tratar da questão. A Federação defende a adoção de um protocolo nacional que garanta aos jornalistas o direito à sua integridade e ao seu trabalho, a criação de um observatório nacional para acompanhar e fiscalizar crimes contra os profissionais de imprensa e a aprovação de uma lei que federalize a investigação dos crimes contra jornalistas.

A entidade pede, também, uma reunião com o governador Sérgio Cabral Filho, para ampla apuração das responsabilidades pelo ato de violência que resultou na morte de Santiago Andrade. A FENAJ se solidariza com os parentes do profissional e seus colegas de redação neste momento de dor, se coloca à disposição para o que se fizer necessário e, mais uma vez, conclama a sociedade a se somar aos esforços da Federação e dos Sindicatos da categoria para dar um basta à violência que agride os jornalistas, o jornalismo e a democracia.

Brasília, 10 de fevereiro de 2014.

Diretoria da FENAJ





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Clinica Santo André

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