Quando a violência desafia o Estado
Toda vez que um servidor público é agredido no exercício regular de suas funções, o que está em jogo não é apenas a integridade física de um trabalhador. O que se coloca sob ataque é um dos pilares da vida em sociedade: a autoridade legítima do Estado. A recente agressão sofrida por um Agente de Combate às Endemias (ACE), durante ações de fiscalização e prevenção ao Aedes aegypti em Miranda do Norte, não pode ser tratada como uma simples ocorrência policial, nem reduzida à condição de um conflito isolado entre duas pessoas. Enxergar esse episódio apenas sob essa ótica seria minimizar a gravidade de um fenômeno que, silenciosamente, avança sobre as instituições públicas brasileiras. O servidor público, quando atua dentro dos limites da lei, não age em nome de interesses particulares, de preferências pessoais ou de convicções ideológicas. Age em nome da sociedade. É a extensão visível do poder público. Fiscaliza porque a lei determina. Orienta porque a política pública assim exige....