quinta-feira, 26 de junho de 2014

Moço, quando eu crescer, eu quero ser turista. É, turista. Gringo






Observar o fato com um olhar clinico e diferenciado, reter os pontos importantes e óbvios, e os não tão importantes e obscuros, esta é a missão do jornalista, ser um contador de historias, ser o intermediário entre o fato e público leitor.

Tornar conhecidas historias anonimas, sensibilizar, comover e convencer através destas narrativas é de longe o sonho de todo jornalista. Ler boas historias além de ser prazeroso é um lição, um aprendizado, uma aula de como fazer um bom, agradável e inteligente jornalismo em tempos de senso comum e de pobreza intelectual cada vez mais em alta entre a categoria.

Boas historias devem ser lidas, relidas, compartilhadas, ruminadas e avaliadas de forma prazerosa. Pensando nisso, sempre que leio uma boa historia sinto me na obrigação de compartilhar com os amigos e assim multiplicar a sensação de prazer e bem estar que uma narrativa bem escrita proporciona.  

A historia invisível do menino que sonha em ser turista   é uma destas excelentes narrativas que produz em quem a lê, sentimentos diversos, conflitantes e confusos, como, compaixão, indignação, revolta e dó, ao mesmo tempo mostra que falhamos em algum lugar e nos chama para a realidade social de nosso país.
LEIA AQUI: 
A historia invisível do menino que sonha em ser turista 


A historia escrita pelo jornalista Ruben Berta, foi publicada no jornal O Globo desta quarta-feira (25), e imediatamente ganhou destaque no brasil inteiro, destaco abaixo dois comentários sobre o caso. 




Gente, preciso agradecer a todos que compartilharam, que leram, e que se emocionaram com a história do menino a quem apelidei de Neymar. O meu desafio agora vai ser achá-lo de novo (a mae nem celular tem) e pensar numa forma correta de ajudá-lo. Quem quiser passar meu contato, principalmente para pessoas aqui de Fortaleza que tenham sugestões, fique à vontade. E que a gente consiga sempre mostrar que, apesar de sermos jornalistas (!!!!), somos acima de tudo seres humanos. Onde, ainda que muitas vezes escondidos, batem corações.

Rberta@oglobo.com.br


Maurette Brandt compartilhou um link.

Ruben Berta, aqui está o texto do email que tentei te enviar. Fiquei muito mobilizada com seu artigo incrível e ofereço minha sugestão de uma organização que pode ser procurada em Fortaleza. Concordo com você, somos jornalistas e seres humanos. Mas alguns, como você, unem de forma especial o talento jornalístico e a sensibilidade humana. Cabe a cada um despertar a própria atenção para os inúmeros "neymares" que a gente "não vê" e encontrar maneiras de, como o beija-flor da parábola, fazer a sua parte nesse mar de injustiças sociais que penaliza tantas crianças, com seus sonhos e esperanças. Brilhante texto, brilhante coração. Segue o texto do email, com a referência da EDISCA.
Oi Ruben,
Li seu artigo agora sobre o menino Neymar - e além de chorar muito, queria te pedir para não desistir dessa família. Sei que salvar o mundo seria o ideal, que há neymares aos montes nesse país, mas ainda assim uma mãe solteira de 24 anos com três filhos e ameaçada de ter de voltar para a rua, é de cortar o coração.
Seu artigo é maravilhoso e doloroso, um retrato veemente e poético daquilo que "não vemos" todos os dias, e que deveria tirar o nosso sono enquanto não houvesse mais neymares e famílias sofrendo desamparo na rua.
Olha, conheço o trabalho da EDISCA, uma escola de artes que funciona em fortaleza, e que ajuda muitas crianças e suas famílias. Quem sabe, enquanto está por aí, você não consegue contato com alguma organização que possa atender essa pequena, valente e tocante família?
Sou jornalista também, tenho filha e neto, e estou à sua disposição para ajudar de alguma forma. Claro que vou fazer já o mínimo, que é compartilhar o seu artigo no Facebook, mas enfim, queria te pedir de coração para insistir, ir além. Pelo seu artigo, a gente pode ver o grande coração que tem. Quem sabe "a gente" (olha eu já me incluindo) não consegue?
Aqui vão os dados da EDISCA, que peguei agora na internet:
Tel.:(85)3278-1515
Rua Desembrgador Feliciano de Ataíde, 2309 - Água Fria
Fortaleza, CE 60821-420
Entre em contato. Se não puderem fazer tudo, talvez possam fazer uma parte ou indicar alguma organização que faça parte da rede deles, que possa amparar o pequeno Neymar e sua família.
Um grande abraço

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