sábado, 23 de agosto de 2014

Jornalistas violam direitos das mulheres no Maranhão





Mais um triste exemplo de como a mídia pode exercer o papel de violadora de diretos, fortalecendo estigmas e preconceitos machistas contra a mulher.
Jornalistas maranhenses estão divulgando um vídeo onde uma mulher aparece nua em cima de uma cama, sendo inquirida pelo suposto marido, segundo o texto a mulher seria casada e foi pega em flagrante quando estava em um quarto de motel com um suposto amante, durante o vídeo é possível ver e ouvir a postura agressiva do  suposto marido contra a esposa, - varias vezes ele a chama de vagabunda e desgraçada. - além da situação vexatória a que ela é exposta. 

Ao expor esta mulher de forma degradante e vexatória estes jornalistas incentivam a violência contra pessoas do sexo feminino, reforçam o machismo, preconceito e a imagem da mulher como propriedade e objeto alem de incentivar e justificar atos de violência contra mulheres.

É preciso condenar, criticar e repudiar ações como estas praticadas por comunicadores sociais que em tese deveriam defender os direitos das mulheres e lutar para garantir a aplicação de leis que fortaleçam a igualdade de gêneros e o respeito a opção de ser dona do próprio corpo.

Cinquenta anos depois dos protestos pela liberação sexual, e mais de um século depois da campanha pelo direito ao voto a mulher continua sendo discriminada e apontada como culpada por uma geração machista e patriarcal que sempre ver a mulher como mercadoria e como propriedade.

O direito das mulheres de ser dona do seu próprio corpo ainda está longe de ser alcançado, 

No Brasil a violência contra a mulher é uma epidemia, segundo dados do IPEA, a cada 90 minutos uma mulher é morta pelo marido ou companheiro, conforme estes dados divulgados em 25 de setembro de 2012, aproximadamente 5.664 mulheres morrem por ano de causas violentas , 472 por mês, o qie significa aproximadamente 15,52 mulheres mortas a cada dia ou um óbito a cada noventa minutos.

Estudos indicam que metade dos feminicídios foi cometida com o uso de armas de fogo e 34%, de instrumento perfurante, cortante ou contundente. Os enforcamentos ou sufocações responderam por 6% do total. Os maus-tratos – incluindo agressão por meio de força corporal, força física, violência sexual, negligência, abandono e outras síndromes de maus-tratos (abuso sexual, crueldade mental e tortura) – foram registrados em 3% dos óbitos.

A região Nordeste lidera o ranking com a maior taxa de feminicídios do País entre 2009 e 2011, com 6,9 mortes violentas a cada 100 mil mulheres.

Os parceiros íntimos são os principais assassinos de mulheres. Aproximadamente 40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo.

- Cinco mulheres são espancadas a cada 2 minutos no país; 91% dos homens dizem considerar que “bater em mulher é errado em qualquer situação”.

- Uma em cada cinco mulheres consideram já ter sofrido alguma vez “algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido”.
- O parceiro (marido ou namorado) é o responsável por mais 80% dos casos reportados.

- Cerca de seis em cada sete mulheres (84%) e homens (85%) já ouviram falar da Lei Maria da Penha e cerca de quatro em cada cinco (78% e 80% respectivamente) têm uma percepção positiva da mesma.

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