quinta-feira, 29 de junho de 2017

Caso Irialdo Batalha: dois anos depois da tragédia, Governador Flávio Dino continua devendo explicações





“Faz dois anos que Irialdo foi assassinado durante operação desastrada e irresponsável pelo braço armado do Estado e até hoje a justiça não foi feita. O governador Flávio Dino não fez sequer um pedido de desculpas à família da vitima”, enfatizou Rocha.

O deputado federal Hildo Rocha lembrou, em pronunciamento na tribuna da Câmara, os dois anos da tragédia que teve como vitima o mecânico arariense Irialdo Batalha. O parlamentar destacou que Irialdo foi assassinado durante operação policial irregular. “Faz dois anos que Irialdo foi assassinado durante operação desastrada e irresponsável pelo braço armado do Estado e até hoje a justiça não foi feita. O governador Flávio Dino não fez sequer um pedido de desculpas à família da vitima”, enfatizou Rocha.





Repercussão internacional

Hildo Rocha voltou a culpar o governo por permitir que pessoas estranhas ao aparelho policial tenham participado da operação que, no dia 28 de maio de 2015, terminou de forma trágica. “Encaminhei o vídeo do assassinato brutal para todas as entidades de defesa dos direitos humanos, mas até hoje nem a Justiça do Maranhão nem o Governador do Estado reconheceram o erro cometido por participantes da blitz irregular, que resultou no assassinato brutal de Irialdo Batalha”, destacou o parlamentar.

Além de formalizar denúncias junto aos órgãos de justiça e segurança do Maranhão, Rocha levou o caso ao conhecimento do presidente Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, deputado Paulo Pimenta (PT/RS); encaminhar denúncias para a OAB; para a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República; para a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); para o Procurador Geral da República e também para o Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

Constrangimento

Hildo Rocha salientou que além da dor da perda, a família de Irialdo foi submetida a constrangimento por parte do Estado. “O governo soltou uma nota na qual dizia que Irialdo seria um assaltante morto durante fuga. Só que imagens gravadas por populares demonstraram que Irialdo foi executado em praça pública à luz do dia. A vitima tinha profissão definida, era mecânico, trabalhava, e ajudava no sustento da família”, lembrou o parlamentar.

Luta por justiça

O deputado afirmou que continuará lutando para que o erro cometido pelo braço armado do Estado seja reparado. “O Estado não pode acobertar nem proteger os responsáveis por essa operação desastrada, trágica e cheia de irregularidades. A impunidade contribuirá para que situações semelhantes voltem a acontecer colocando em risco a vida das pessoas, por isso, continuarei lutando para que a justiça seja feita”, argumentou Hildo Rocha.


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