A indiferença e o preconceito como forma de exclusão até quando ?
Manhã ensolarada de uma quarta feira, avenida principal de um populoso bairro de São Luis. Um jovem de boa aparência, maltrapilho, aparentando vinte anos de idade mais ou menos, estatura mediana, corpo franzino, empurra um carro de mão improvisado, dentro, garrafas PET, plásticos, papelão, latas de refrigerantes entre outros materiais recicláveis.
A ação daquele jovem me chamou atenção, parei para observar, ele catava material reciclável nos sacos de lixo, nas calcadas, no meio da rua e prosseguia fazendo seu trabalho diante do olhar indiferente de centenas de pessoas que passavam por ele a todo instante, parecia ser ele invisível.
O que levou aquele jovem a esta situação degradante? qual a parcela de responsabilidade e de culpa da sociedade? a mesma que hoje o exclui e o coloca na condição de marginalizado. Qual a parcela de responsabilidade do governo? faltaram oportunidades ? foram lhe negados os direitos básicos e mínimos de cidadania? moradia , escola, trabalho, saúde? os movimentos religiosos as igrejas que tanto pregam amor ao próximo e a misericórdia de Cristo , porque não ajudaram e resgataram este jovem? muitas perguntas e quase nenhuma resposta, apenas uma dura realidade que chama para uma profunda reflexão.
Este jovem poderia estar em uma universidade publica, fazendo uma graduação, um doutorado, um mestrado, poderia ter uma participação ativa no desenvolvimento de nossa cidade, nosso estado e nosso país, pobre coitado é vitima de um sistema excludente que o marginalizou e o esqueceu, poderia ser meu, seu filho, vamos continuar assistindo de forma passiva cenas como estas? volto a olhar e o jovem desapareceu entre a multidão, sem sonhos, sem perspectivas de um amanhã melhor, pobre sociedade esta nossa.
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Jornalista Abimael Costa