segunda-feira, 27 de abril de 2015

Em São Luís, professores da rede municipal paralisam atividades na quinta-feira (30)


















Os graves e recorrentes problemas na educação municipal de São Luís, como a superlotação nas salas de aula, a falta de professores nas escolas, de incentivo ao aperfeiçoamento profissional, de infraestrutura e segurança, repetem-se, também, a nível nacional. Com base nesse descompasso administrativo que afeta tão gravemente a vida de todos os brasileiros, os profissionais da educação realizarão uma greve nacional, no dia 30 de abril (quinta-feira), para chamar a atenção dos gestores públicos e da sociedade para as graves consequências do descaso com a educação.

Em São Luís, o Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal (Sindeducação), aderiu ao chamado de greve da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e realizará um ato público, a partir das 8:30h, na Praça Deodoro. “Convocamos não só os profissionais da educação, mas, também, os pais de alunos e toda a sociedade que acredita na educação como o caminho para um futuro melhor”, destacou a presidente do Sindeducação, profª Elisabeth Castelo Branco.

Em razão das condições inadequadas para o ensino e aprendizagem, o ano letivo de 2015 ainda não começou em várias escolas da rede pública municipal. Neste mês, algumas unidades já iniciaram os protestos na tentativa de chamar a atenção do secretario municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, e do prefeito Edvaldo Holanda Junior e realizaram manifestações com o apoio dos pais de alunos, como é o caso das Unidades de Educação Básicas (UEB) Galileu Clementino Ramos, na Vila Vitória; Dom Delgado, no São Raimundo; e UEB Primavera no Cohatrac.

“As denúncias que realizamos nessa gestão só surtem efeito no judiciário, já que a Prefeitura ignora os pedidos de socorro da educação municipal. Mas o sindicato continua acreditando que uma categoria unida e com o apoio da sociedade tem o poder de transformar a inércia da administração pública em ações efetivas por uma educação de qualidade”, afirmou Elisabeth Castelo Branco.

Atuação

No dia 14 de abril, o Sindeducação aderiu, também, à paralisação nacional contra o Projeto de Lei 4330/04 (PL da Terceirização). Segundo a presidente do sindicato, a educação municipal de São Luís já sofre as desastrosas consequências da terceirização. Atualmente, o setor administrativo das escolas, a segurança, os serviços gerais e a merenda escolar são serviços terceirizados e que têm contribuído com o sucateamento da rede.

“A merenda escolar oferecida aos nossos alunos é de péssima qualidade e em total desacordo com as recomendações do MEC; a segurança nas escolas é inexistente e nós denunciamos, diariamente, casos de assaltos dentro das escolas, invasão de traficantes em nossas quadras e até a apreensão de armas brancas entre os alunos. É assim que o serviço terceirizado funciona: atraso de pagamento das empresas terceirizadas, prestadores de serviço desvalorizados e desmotivados e serviço de péssima qualidade para a comunidade escolar”, avalia a presidente do Sindeducação.
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