segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Greve geral da Polícia Civil ganha adesão em todo o Maranhão




Policiais civis paralisaram as atividades nesta segunda-feira (03), em todo o Maranhão por tempo indeterminado. 

Após esperar por uma proposta satisfatória do Governo do Estado a categoria decidiu pelo movimento paredista em Assembleia Geral realizada no dia 24 de julho.

Participam da Greve Geral, comissários, investigadores, escrivães, auxiliares de pericia médico legal, motoristas e operadores de rádios de cada unidade de polícia civil da capital, eles estão concentrados no Plantão Central e em todas as Delegacias Regionais do interior do Estado. 

“Estamos com uma grande adesão dos policiais dada a angústia e insatisfação causada pela indefinição do Governo do Estado na elaboração de uma proposta que possa implantar uma valorização digna e justa aos policiais”, disse Heleudo Moreira, Presidente do SINPOL.

A pauta da categoria reivindica uma política de valorização salarial para os agentes da segurança pública, melhores condições de trabalho e a retirada dos presos das delegacias do interior. Com o movimento paredista só será mantido o percentual legal de 30% do efetivo trabalhando, conforme as condições estabelecidas pelo artigo 9º, da Lei 7.783/89.

De acordo com a Lei, os plantões e delegacias estão registrando apenas os casos de autos de prisão em flagrante delito, expedição de requisição de exame de corpo de delito, crimes contra a vida, e alvarás de soltura.

Atualmente o piso inicial de um policial civil é de 3.900 mil reais, sendo que se comparado aos guardas municipais eles iniciam a carreira com piso de 4.500 mil reais. “Queremos apenas uma remuneração justa e digna de acordo com a complexidade da atividade policial. E esperamos que o Governo honre com o compromisso que já tinha prometido à categoria. Sem falar na discrepância que existe no tratamento diferencial com os delgados e o restante dos agentes da segurança pública”, disse o policial civil Otávio Moreira

Os policiais estão insatisfeitos com a defasagem salarial em relação às demais categorias da Polícia Civil, que para eles é desumana. “Reivindicamos também a situação dos prédios em que trabalhamos, pois a grande maioria das delegacias estão sucateadas, sem infraestrutura e não atendem as necessidades do nosso trabalho. A polícia civil é investigativa e precisamos de um efetivo condizente com a quantidade de atividades que lidamos. 

Ocorrem em média 60 a 80 homicídios para serem resolvidos com uma equipe de apenas 12 investigadores em uma delegacia, então com esse quantitativo nunca que vamos conseguir dar resposta mais efetiva à sociedade”, enfatizou o policial Luís Cláudio Campos Peixoto.


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Jornalista Abimael Costa

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