terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Jornal Pequeno ataca Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH)




A Nota técnica Mortes Violentas Intencionais na Grande São Luís (2015) divulgada pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH) parece continuar incomodando muita gente dentro e fora do governo Flávio Dino. Entenda o caso: Mil mortes violentas intencionais em São Luís no ano de 2015.

Mesmo tendo sido produzido a partir do monitoramento de veículos de comunicação e da análise de relatórios da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), o documento, seus autores e a SMDH, vem sofrendo duros ataques e criticas por parte daqueles que até dezembro de 2014 elogiavam, defendiam e aplaudiam a SMDH, suas Atividades, relatórios e notas.

Em um agressivo, covarde e deselegante editorial, escrito e assinado pelo poeta e jornalista JM Cunha Santos, Sofisma na SMDH - o Jornal Pequeno desta terça-feira (05), faz o vergonhoso papel de porta voz do governo do Estado do Maranhão e parte para o ataque.

O matutino inicia tentando desqualificar a nota, ao afirmar tratar-se SOFISMA - uma mentira, propositalmente maquiada por argumentos verdadeiros, para que possa parecer real - que teria sido criada com objetivos políticos e com "propósito de buzinar sensação de insegurança na sociedade. Talvez, em busca de um irrealizável sonho eleitoral." o articulista chega ao ponto de insinuar "O que se pergunta é a que propósitos servem essa manipulação." Ao defender os números oficiais, que destoam dos divulgados pela SMDH o matutino afirma:  Não se trata, como nas bárbaras compilações do senhor Wagner Cabral, de matéria de inclinação política.

Referindo se a nota da SMDH, o editorial diz: "A má intenção é gritante...Política rasteira, inconformismo"   Conclui afirmando: O que a frieza dos números não mostra é a guinada de 180 graus à direita, de quem passou a vida se dizendo de esquerda e parece sentir muitas saudades do sarneisismo que, graças a Deus, passou.

Neste Editorial, que transcrevo abaixo na integra, o Jornal Pequeno além de atacar a SMDH de forma grosseira e vil, faz graves insinuações contra o historiador Wagner Cabral, e demais membros da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e tenta desqualificar e desacreditar perante a opinião publica uma instituição séria e honrada que tem relevante serviços prestados à sociedade maranhense. Só resta lamentar que na ânsia de defender o governo comunista e na falta de argumentos sólidos, reste ao Jornal Pequeno este papel vil e desprezível. 
Sofisma na SMDH - JM Cunha Santos

Editorial Jornal Pequeno, 05 de janeiro 2016

Partir de premissas verdadeiras para chegar a conclusões falsas, usando dados publicados no site da própria Secretaria de Segurança, aglutinando critérios e manipulando dados. Eis o sofisma que, por razões políticas as mais torpes, foi usado por cavaleiros que imputam falsas estatísticas de violência à Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, no propósito de buzinar sensação de insegurança na sociedade. Talvez, em busca de um irrealizável sonho eleitoral.

Os critérios de mensuração adotados pela Secretaria de Segurança Pública não foram inventados aqui; têm origem na Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) e foram convencionados na própria Organização das Nações Unidas (ONU). Não se trata, como nas bárbaras compilações do senhor Wagner Cabral, de matéria de inclinação política.

A má intenção é gritante. Juntaram tudo: afogamento, morte por descarga elétrica, acidente de trânsito, homicídios, naturalmente, e até ataque cardíaco, para concluir e divulgar que houve mais mortes violentas em 2015 (homicídios) que em 2014, que está havendo mais violência no governo Flávio Dino que houve no governo Roseana Sarney. E isso é querer zombar demais da capacidade de discernimento da população.

Política rasteira, inconformismo. Mas mentira tem perna curta. Esse povo inteiro viu São Luís ser eleita entre as cidades mais violentas do mundo nos últimos anos de governo da patronesse; viu o sangue dar no meio do pescoço na Penitenciária de Pedrinhas e entidades de defesa dos Direitos Humanos de todo o mundo desembarcarem, aqui, assustadas e indignadas, como se fosse o Maranhão, em 2013 e 2014, uma zona de guerra.

Foi nestes anos que o crime organizado praticamente assumiu o controle do sistema penitenciário; nestes anos que as facções criminosas tiveram o topete de incendiar, arrastar e provocar pânico na capital, São Luís; nestes anos que a polícia inteira do Maranhão se sitiou na Assembleia Legislativa em defesa de uma reestruturação do sistema de segurança. O que se pergunta é a que propósitos servem essa manipulação. 

Ontem, em rápida conversa com repórteres, o delegado-geral Lawrence Melo Pereira exibiu dados comparativos: foram 910 homicídios em 2014 e 801 em 2015, uma redução percentual de 12% ou 109 mortes violentas a menos. Sob o critério “Crimes Violentos Letais Intencionais”, (que reúne homicídios, mais lesão corporal seguida de morte, mais latrocínio), bem distante das contas subjugadas de Wagner Cabral, os dados da Secretaria de Segurança são: 987 homicídios em 2014 e 910 em 2015, ou seja, 8 % a menos, 77 mortes violentas evitadas.

O que a frieza dos números não mostra é a guinada de 180 graus à direita, de quem passou a vida se dizendo de esquerda e parece sentir muitas saudades do sarneisismo que, graças a Deus, passou.
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