quarta-feira, 30 de março de 2016

As viúvas da migração são resultado da pobreza extrema e da falta de perspectiva de empregos em Codó


- Foto: Lilo Clareto/Repórter Brasil -
























Enquanto a imprensa local se divide entre contrários e favoráveis ao impeachment, ou entre defensores e opositores ao governo Flávio Dino, usando todo os espaços disponíveis para colonizar ou evangelizar os diversos públicos que acessam este tipo de conteúdo,  o site da ONG Repórter Brasil traz interessante reportagem sobre um assunto muito grave, porém recorrente e do conhecimento de todos. A reportagem tira do anonimato e traz para o centro do palco o estado de miséria em que vivem milhares de pessoas em um município maranhense 

A excelente reportagem assinada por Stefano Wrobleski,  fala sobre as viúvas da migração, mulheres que moram em Codó, um dos municípios brasileiros de onde mais migram trabalhadores que serão vítimas de trabalho escravo, estas esposas cuidam sozinhas de seus filhos, que ficam meses ou anos sem ver o pai.

Viúvas da migração

A pobreza extrema e falta de perspectiva de empregos em Codó, um município com 118 mil habitantes no Maranhão, leva semanalmente dezenas de trabalhadores a deixar suas casas e cruzar o país em busca de trabalho. Quem fica são as mulheres – esposas e irmãs dos migrantes –, que cuidam sozinhas, por meses ou anos, dos filhos que ficam para trás. Como o dinheiro enviado pelos homens para casa é pouco, o principal meio de sobrevivência destas famílias é o Bolsa Família, que alcança dois terços das 27 mil famílias do município.

“Um dia tem só arroz, outro dia não tem nada pra comer. A vida aqui é dura demais”, lamenta Andreia Pires da Conceição, que vive em uma pequena casa na periferia de Codó. O pai de cinco dos seus seis filhos mudou-se para São Paulo em busca de emprego e acabou ficando. Depois que o casal se separou, ele só entra em contato por telefone e não envia dinheiro para os filhos.

A ONG Repórter Brasil foi fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores no Brasil. Devido ao seu trabalho, tornou-se uma das mais importantes fontes de informação sobre trabalho escravo no país. Suas reportagens, investigações jornalísticas, pesquisas e metodologias educacionais têm sido usadas por lideranças do poder público, do setor empresarial e da sociedade civil como instrumentos para combater a escravidão contemporânea, um problema que afeta milhares de pessoas.




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