sexta-feira, 4 de março de 2016

Pai morre com tiro na testa a caminho da escola onde ia buscar a filha e governo silencia



Um pai de 49 anos de idade, sai do serviço, pega seu automóvel e vai buscar a filha no colégio, o que ele não sabe é que não voltará a ver a filha novamente, e nem os familiares, dentro de alguns minutos ele perderá a vida, será executado em via pública. Um tiro na testa vai por fim a sua vida. Quem é este homem? faria parte de alguma facção criminosa? seria algum marginal? foi acerto de contas? briga por ponto de venda de drogas?

Para o desapontamento e frustração de muitos que usam estes argumentos para justificar os muitos assassinatos, Jorgimar Everton Galvão era trabalhador, exercia a função de inspetor de qualidade e estava indo buscar a filha na escola quando recebeu um bala na testa. 

Onde estava Jorgimar no momento em que foi atingido? estaria ele circulando por áreas de risco? pela periferia da cidade? transitava em área controlada pelo tráfico ou por facções criminosas? 

Mais uma vez a resposta é não, o inspetor de qualidade circulava pelo centro da capital maranhense, cidade sede do poder estadual, com uma população de cerca de um milhão e duzentos mil habitantes. Jorgimar transitava em seu Fiat/Uno Vivace de cor prata, pela Rua Fontes das pedras, ou Rua Regente Bráulio, quando recebeu o tiro fatal que lhe tirou a vida.

Quem matou Jorgimar? e como aconteceu o assassinato? segundo jornais da capital, policiais militares faziam revistas em vans que trafegam na area, quando dois jovens teriam percebido que seriam revistados e decidiram se evadir, os militares saíram em perseguição aos suspeitos que teriam atirado na direção dos policiais que revidaram disparando contra os jovens, um destes disparos atingiu o cidadão, pai e trabalhador Jorgimar. Não se sabe de que arma saiu o projétil que tirou a vida do inspetor de qualidade, e talvez nunca saberemos.

Familiares da vitima manifestaram revolta pela forma brutal como Jorgimar foi morto. Causa perplexidade o silêncio do Governo do Estado diante de um crime tão bárbaro. Da mesma foma, é lamentável que a sociedade ignore, vire as costas, se mostre insensível diante de tamanha barbaridade. As Instituições que representam a sociedade também fazem vista grossa, dão de ombros e nada dizem, não lemos uma nota sequer sobre este crime violento que considero um atentado gravíssimo ao bem jurídico mais precioso que é a vida e que está garantindo na CF 88 através da instalação de um Estado Democrático e de Direito. 

Abimael Costa 

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