quinta-feira, 7 de abril de 2016

No Dia do Jornalista, Trilhos da Vida e Viúvas da migração se destacam como exemplos do bom jornalismo



No Dia do Jornalista, comemorado no Brasil, em 7 de abril, recomendamos ao leitor que conheça duas excelentes e recentes reportagens que retratam a realidade do Maranhão. O Documentário Trilhos da Vida e a reportagem Viúvas da migração, são em minha opinião o exemplo de um jornalismo combativo que teima em seguir na contra mão da história, desafiando a lógica  do senso comum e se colocando a serviço das causas sociais.

Através das chamadas pautas invisíveis, estes jornalistas trazem ao público realidades até então desconhecidas. Denúncias e protestos chegam ao leitor através da voz dos excluídos, que esquecidos pelo poder e pela mídia, só encontram vez e voz através do jornalismo cidadão. 

Que mais jornalistas abracem a causa do jornalismo cidadão, e que reportagens como: Documentário Trilhos da Vida e Viúvas da migração, sejam uma constante e nosso dia a dia, que as pautas invisíveis se tornem rotina em nossas redações e a voz dos excluídos sejam sempre ampliadas e amplificados em nossos textos.

Parabéns jornalistas. 



O site da ONG Repórter Brasil traz interessante reportagem sobre um assunto muito grave, porém recorrente e do conhecimento de todos. A reportagem tira do anonimato e traz para o centro do palco o estado de miséria em que vivem milhares de pessoas no município maranhense de Codó;

A excelente reportagem assinada por Stefano Wrobleski,  fala sobre as viúvas da migração, mulheres que moram em Codó, um dos municípios brasileiros de onde mais migram trabalhadores que serão vítimas de trabalho escravo, estas esposas cuidam sozinhas de seus filhos, que ficam meses ou anos sem ver o pai.

Viúvas da migração

A pobreza extrema e falta de perspectiva de empregos em Codó, um município com 118 mil habitantes no Maranhão, leva semanalmente dezenas de trabalhadores a deixar suas casas e cruzar o país em busca de trabalho. Quem fica são as mulheres – esposas e irmãs dos migrantes –, que cuidam sozinhas, por meses ou anos, dos filhos que ficam para trás. Como o dinheiro enviado pelos homens para casa é pouco, o principal meio de sobrevivência destas famílias é o Bolsa Família, que alcança dois terços das 27 mil famílias do município.

“Um dia tem só arroz, outro dia não tem nada pra comer. A vida aqui é dura demais”, lamenta Andreia Pires da Conceição, que vive em uma pequena casa na periferia de Codó. O pai de cinco dos seus seis filhos mudou-se para São Paulo em busca de emprego e acabou ficando. Depois que o casal se separou, ele só entra em contato por telefone e não envia dinheiro para os filhos.

ONG Repórter Brasil foi fundada em 2001 por jornalistas, cientistas sociais e educadores com o objetivo de fomentar a reflexão e ação sobre a violação aos direitos fundamentais dos povos e trabalhadores no Brasil. Devido ao seu trabalho, tornou-se uma das mais importantes fontes de informação sobre trabalho escravo no país. Suas reportagens, investigações jornalísticas, pesquisas e metodologias educacionais têm sido usadas por lideranças do poder público, do setor empresarial e da sociedade civil como instrumentos para combater a escravidão contemporânea, um problema que afeta milhares de pessoas.

Documentário Trilhos da Vida denuncia os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos na exploração de minério na Amazônia Legal, Corredor Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão e sul do Pará




Os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos na exploração de minério na Amazônia Legal, Corredor Estrada de Ferro Carajás, no Maranhão e sul do Pará.    


Produzido pela Signis Brasil, esse documentário retrata os reflexos da mineração e siderurgia em comunidades maranhenses ao longo do Corredor de Carajás. Trilhos da Vida mostra a situação das comunidades da região da Amazônia Oriental que sofrem as consequências desse modelo de desenvolvimento. O filme aborda questões como a poluição causada pelas indústrias, os atropelamentos nos trilhos e torna evidente os excessos de um sistema que ultrapassa os limites e oprime as comunidades impactadas pela exploração e escoamento do minério. Há também depoimentos que mostram sinais de esperança através da tomada de consciência das comunidades e que iniciativas promovidas por organizações como a Rede Justiça nos Trilhos e outros movimentos e lideranças podem contribuir para que essa realidade fique conhecida e os problemas sejam enfrentados.
Assista aqui o documentário completo:



O projeto inédito foi realizado pela Signis Brasil com os associados dos impressos católicos, das televisões católicas, da Rede Católica de Rádio, Paulinas Editora e a United States Conference of Catholic Bishops, com a produção e edição da Rede Século 21 e Revista Família Cristã, RedeSul de Rádio, das comunidades locais no Maranhão e Rede Justiça nos Trilhos.

Profissionais de TV, Rádio, Impresso e Fotografia viajaram para comunidades que sofrem com problemas causados pela mineração de ferro na Serra dos Carajás e em toda a região chamada Corredor Carajás. Essa ferrovia tem aproximadamente 900 quilômetros e passa por 27 municípios, sendo 23 no estado do Maranhão e 4 no Pará. É a maior ferrovia de transporte de passageiros, sendo, no entanto, especializada no transporte de minérios.

A repórter Renata Santos, da Rede Século 21, ficou responsável, juntamente com o cinegrafista Guto Stancatti, pela produção do material que será exibido pelas TVs parceiras do projeto da Signis. “Esse documentário me fez crescer como pessoa, como ser humano, ter um outro olhar sobre a vida, sobre as pessoas e principalmente dar ainda mais valor as coisas simples. Explorei um lado que eu nem mesma sabia que tinha. Em palavras simples, valeu a pena! Espero poder ter feito pelo menos um pouco por aqueles que tanto necessitam”, relata a repórter.

A equipe de reportagem apurou os impactos ambientais e as violações dos direitos humanos que acorrem naquela região devido à exploração do minério e poluição causada pelas indústrias, bem como o trabalho organizado pela população local na busca de seus direitos. A equipe ouviu: Ministério Público Federal no Maranhão; atingidos pelos impactos da ferrovia, assim como moradores das cidades, povoados, vilas, quilombos, pescadores; Conselho Tutelar; Igreja Católica; Organizações Não Governamentais; ambientalistas; Vale S/A; pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão; médicos.

Em atenção aos apelos do Papa Francisco, em sua preocupação com relação ao futuro do planeta, e atendendo ao pedido expresso do presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Cláudio cardeal Hummes, de as mídias divulgarem a realidade da Amazônia Legal, a Signis Brasil propôs a seus associados reportagens daquela região.

Nesse documentário sobre impactos ambientais e violações dos direitos humanos na exploração de minério na Amazônia Legal, as equipes de TV, impresso e rádio permaneceram quase dez dias na região apurando as informações da realidade local.

O resultado é um documentário de 30 minutos que emociona e comove quem assiste. Os depoimentos da população são sinais de esperança, e mostram a fé das pessoas na transformação da realidade das famílias nas comunidades.

“Que se escute o grito de muitas pessoas, famílias e comunidades que sofrem direta ou indiretamente devido às consequências muitas vezes negativas das atividades de mineração. Um grito pelas terras perdidas; um grito pela extração das riquezas do solo que, paradoxalmente, não produz nenhuma riqueza para a população local que permanece pobre; um grito de dor em reação às violências, às ameaças e à corrupção; um grito de indignação e de ajuda pelas violações dos direitos humanos, de forma discreta ou descaradamente pisoteados no que diz respeito à saúde das pessoas, condições de trabalho, às vezes pela escravidão e tráfico de seres humanos que alimentam o fenômeno trágico da prostituição; um grito de tristeza e de impotência pela poluição da água, do ar e do solo”, afirmou o Papa Francisco em sua mensagem aos atingidos por mineração de diversas partes do mundo, reunidos no Vaticano, em julho de 2015.

O Documentário Trilhos da Vida será veiculado em 230 emissoras de rádio, espalhadas pelo Brasil. Publicado em 11 títulos impressos entre jornais e revistas, associados à Signis Brasil, atingindo uma tiragem superior a 1 milhão e meio de exemplares. E transmitido por oito TVs de inspiração católica, além dos sites desses veículos e suas respectivas redes sociais.

Na Rede Século 21, que produziu e editou o documentário em parceria com a Signis Brasil, a exibição será dia 05 de abril, às 21h00, e no sábado, dia 09, às 11h30.
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