segunda-feira, 20 de junho de 2016

Hildo Rocha questiona governo Flávio Dino por abandono de obra financiada pelo BNDES


Deputado Hildo Rocha cobra explicações sobre paralisação da construção da primeira escola de ensino médio de Matões do Norte
“Algo muito estranho está acontecendo, pois a obra é financiada com recursos do BNDES. Logo, imagina-se que a paralisação não seja por falta de recursos. A menos que o dinheiro tenha sido desviado para outra finalidade. É isso que vou fazer utilizando a minha prerrogativa de deputado federal”, afirmou Rocha.

Um grupo de alunos da rede pública estadual de ensino encaminhou ao deputado Hildo Rocha pedido para que o parlamentar interceda junto às autoridades estaduais e federais com o objetivo de explicar os motivos da paralisação da construção da primeira escola de ensino médio do município.

“Os estudantes estão preocupados porque em Matões não existem prédios do estado para o funcionamento das atividades escolares do ensino médio. Atualmente os alunos ocupam prédios do município. O início da obra foi comemorado mas, agora, diante da paralisação os alunos estão apreensivos e me procuraram para manifestar o descontentamento com a situação”, explicou o parlamentar.



Rocha se comprometeu em verificar os motivos da paralisação. “Algo muito estranho está acontecendo, pois a obra é financiada com recursos do BNDES. Logo, imagina-se que a paralisação não seja por falta de recursos. A menos que o dinheiro tenha sido desviado para outra finalidade. É isso que vou fazer utilizando a minha prerrogativa de deputado federal”, afirmou Rocha.






O que parecia ser a realização de um sonho transformou-se em pesadelo. A construção do Centro de Ensino Médio Professor Antenor Bogéa, em Matões do Norte, seria a solução para os graves problemas enfrentados pelos alunos que cursam o Ensino Médio no Município. 

  


Prevista para funcionar em uma área de 854 m², a escola teria seis salas de aulas, sala de leitura, sala de informática, diretoria, secretaria, arquivo, sala de professores, vestiários, banheiros e outras instalações, a obra foi iniciada em julho de 2014 em uma área no bairro Cidade Alta. Acontece que com a posse no novo governador os trabalhos foram paralisados, o que resta no local é apenas o esqueleto da obra, tudo foi abandonado, a construção foi esquecida, e a população denuncia que o local serve apenas como esconderijo para marginais e usuários de drogas. Um poço de grande profundidade que foi cavado no local, está aberto, oferecendo sérios riscos para as crianças que brincam nas imediações da obra abandonada. 






Enquanto a construção do Centro de Ensino Médio Professor Antenor Bogéa segue parada e sem previsão de ser retomada, cerca de 400 alunos do Ensino Médio enfrentam todo tipo de dificuldades para continuar em sala aula. Por falta de local apropriado, o Ensino Médio funciona em turno único - NOTURNO - em um prédio cedido pelo município - Escola Municipal Vilma Sampaio - com três anexos, o que obriga os pais dos adolescentes com idade entre 13 e 15 anos a matricular seus filhos para estudar no horário das das 18:45 às 22:45. Sem falar nos estudantes que residem na zona rural e precisam se deslocar de loais distantes para assistir aula no turno único - NOTURNO. 




Pais de alunos, professores e a população em geral reclamam do descaso, abandono e sucateamento da educação por parte do governo do estado, a insensibilidade é clara, visível e repugnante em Matões do Norte. 


MA-332

Hildo Rocha citou ainda a precariedade dos reparos que o governo do Estado realizou na MA-332, rodovia que liga Pirapemas e Cantanhede à BR-135. “Não bastasse a péssima qualidade do serviço, a obra evidencia outras irregularidades: primeiro, não há placas de identificação da obra. Querem esconder o que? Por que a omissão das informações exigidas por lei? Segundo: qual a fonte de recursos? Seria do empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)?

Segundo o parlamentar os recursos captados por meio de financiamento junto ao BNDES não podem ser utilizados para esse tipo de serviço. “O financiamento destina-se a investimentos para o desenvolvimento do Maranhão: construção de estradas; reforma e construção de escolas; hospitais; e abastecimento de água”, declarou Rocha.


A suspeita de que o governador Flávio Dino esteja desrespeitando o que determina os termos do contrato do Estado com o BNDES levou o parlamentar a solicitar à instituição informações detalhadas acerca do montante de dinheiro já repassado e a forma como foi aplicado. A instituição se comprometeu de elaborar um relatório que será encaminhado para Câmara Federal.

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