domingo, 6 de maio de 2018

Barbárie: bandidos invadem residência e matam pai que comemorava aniversário da filha de 05 anos em São Luís




A banalização do mal definida pela filósofa Hannah Arendt como a naturalização da prática da maldade contra outro ser humano, feita de forma mecânica e sem nenhum constrangimento, é sem dúvida a melhor definição para a época em que estamos vivendo. O mal esta banalizado tanto para os que o praticam, quanto para aqueles - a grande maioria - que assistem as sucessivas barbáries praticadas a todo instante e em todas as partes. 

Vítimas de uma normose patológica tendemos cada vez mais a ver atos criminosos, desumanos e violentos como algo normal e até necessário. A banalização do mal e a normose tem a capacidade de matar em nós sentimentos como indignação, justiça, empatia, misericórdia, amor ao próximo, benevolência e cidadania, e ao mesmo tempo fazer brotar outros como, ódio, desejo de vingança, justiçamento - fazer justiça com as próprias mãos - , egoismo, indiferença e impiedade. 

A realidade cruel e brutal da naturalização da violência vai criando um ambiente impregnado por um clima de terror, desespero e muito medo. Os criminosos agem a todo instante, e em todos os lugares. Destemidos, ousados e de cara limpa, sem medo de nada e de ninguém, eles ameaçam, intimidam, roubam e matam impunemente, e quando são presos, dias depois a justiça os devolve as ruas. 

Aos poucos a sociedade vai perdendo a confiança nas instituições, desacreditando do poder do Estado em combater a violência e punir os culpados. A impunidade é de longe a primeira causa apontada como motivadora da violência endêmica que se alastra por todos os cantos, fazendo vítimas indiscriminadamente. 

Órfão do poder público, o cidadão fica cada vez mais tenso, seletivo, precavido, e a beira da loucura, afinal a realidade é cruel, ma precisa ser dita sempre - ninguém está seguro em lugar algum - partindo deste pressuposto, para tentar escapar desta carnificina é preciso se recolher, se esconder, mudar hábitos e alterar rotinas, afinal os números da tragédia demonstram que os bandidos dominaram o sistema.

Neste sábado (5), em São Luís, o que deveria ser uma celebração familiar, reunindo amigos mais íntimos para comemorar o aniversário de cinco anos da filha de um homem de 36 anos de idade, terminou em tragédia. 

O delegado da Polícia federal, Davi Aragão, diretor do Departamento Fazendário da PF no Maranhão, foi assassinado por supostos assaltantes na frente dos convidados quando  comemorava o aniversário da filha de cinco anos, ao lado de amigos e familiares em uma casa, na praia do Meio, no bairro Araçagi, em São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís.

Três bandidos aproveitaram que a casa vizinha estava desocupada no momento e invadiram a residência onde o delegado comemorava o aniversário da filha, os suspeitos teriam pulado o muro, dois teriam entrado pelo quintal e outro pela lateral. Conforme a polícia o trio chegou a pé no local, e perceberam que havia movimento na casa quando um entregador deixou uma pizza pedida pelas pessoas na reunião familiar.

Já no interior da residência, os indivíduos anunciaram o assalto e começaram a subtrair objetos como relógios, celulares e bolsas das vítimas que estavam na  da casa, para isso utilizavam uma arma tipo pistola. Ao entrar no comodo onde estavam as crianças, os ânimos teriam se exaltado e só então os indivíduos teriam entrado em luta corporal com o delegado, que foi morto por três disparos de arma de fogo no abdômen, além de facadas e mordidas pelo corpo.

Davi Aragão foi socorrido e encaminhado para a UPA do Araçagi  e em seguida transferido para um hospital particular  da capital, onde chegou sem vida.

Em nota a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão lamentou a morte do Delegado Federal.  

Com profundo pesar, a Superintendência da Polícia Federal no Maranhão lamenta o trágico falecimento nesta data, 06 de maio, do Delegado de Polícia Federal DAVID FARIAS DE ARAGÃO, ocorrido durante assalto em sua residência localizada em São Luís/MA. 

O estimado colega era natural desta capital, tinha 36 anos, era casado e tinha duas filhas. Ingressou na Polícia Federal há mais de doze anos, com atuação exemplar e comportamento louvável, coordenou várias operações policiais e contribuiu intensamente em ações de combate ao crime. 

Atualmente chefiava a Delegacia de Repressão aos Crimes Fazendários. Logo após o crime, a Polícia Federal, em um esforço de todo seu efetivo, iniciou os trabalhos que já culminaram com a prisão de um dos três envolvidos no crime.

O inquérito policial que apurará o latrocínio já foi instaurado e será conduzido pela Polícia Civil do Estado do Maranhão. 

A Polícia Federal continuará envidando todos os esforços possíveis para colaborar na elucidação dos fatos e prisão dos criminosos, solidarizando-se com familiares, amigos e colegas de trabalho, lamentando profundamente o triste episódio que retirou, de forma precoce, a vida do policial que deixará imensa saudade no nosso convívio. 

Fica estipulado luto na instituição pelo prazo de 3 dias. 

CASSANDRA FERREIRA ALVES PARAZI Delegada de Polícia Federal Superintendente Regional da SR/PF/MA



MPF/MA divulga nota de pesar pelo falecimento do delegado de Polícia Federal David Farias de Aragão

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) manifesta profundo pesar pelo falecimento, na noite de ontem, 05 de maio, do delegado de Polícia Federal David Farias de Aragão, que teve sua vida interrompida de forma trágica e prematura por um homicídio ocorrido na residência de sua família, localizada no bairro do Araçagi, no município de São José de Ribamar, região metropolitana de São Luís (MA).

A atuação destacada e exemplar do delegado David Farias de Aragão sempre marcou o exercício de suas funções nas diversas ocasiões em que trabalhou em conjunto com o Ministério Público Federal no combate ao crime e à corrupção, pela qual os procuradores da República e servidores do MPF/MA expressam seu reconhecimento e gratidão pelos dedicados serviços e contribuições prestadas por David Aragão à toda a sociedade maranhense.

O MPF/MA decreta luto oficial por 3 dias e se solidariza com os familiares, amigos e colegas de trabalho pela irreparável perda, bem como oferece apoio às investigações e todo o suporte institucional necessário para o esforço de esclarecimento do fato e prisão dos criminosos responsáveis.




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