quarta-feira, 20 de junho de 2018

A produção de fake news empobre e desvirtua o jornalismo


 
Por: Abimael Costa  

“A ética do jornalista é a ética do cidadão”. (Cláudio Abramo)

O jornalismo como qualquer outro ofício tem em seus quadros excelentes profissionais, que além de honrarem e enaltecerem a profissão,  são motivo de orgulho e admiração não apenas dos colegas, mas também da sociedade. 

Entretanto para nossa tristeza e desapontamento, também existe no meio da imprensa quem escolha enveredar por outros caminhos que não o do chamado BOM JORNALISMO, que consiste basicamente em averiguar, apurar, checar e rechecar fatos e informações antes de publica-las., ouvir as diversas partes envolvidas, dando direto de voz e fala a todos igualmente.

O modo como esta regra simples e básica é encarada pelo jornalista e, que vai revelar a verdadeira índole do profissional,  afinal nesta profissão a credibilidade é matéria prima básica e requisito primordial que separa quem vai alcançar o sucesso e ser bem sucedido daqueles que serão definitivamente um fracasso.

O nome do jornalista é o seu maior patrimônio, portanto nunca e demais lembrar que a construção de um nome de credibilidade e respeito e feito no dia a dia, a custa de trabalho árduo e cansativo, e que um deslize, um vacilo, pode em questão de minutos jogar na lama toda uma vida profissional de décadas.

Me entristece ver colegas se deixarem manipular por vivaldinos e inescrupulosos que os usam como massa de manobra, os transformando em bobos uteis e marionetes para atingir "inimigos"  e adversários políticos a seu bel prazer. 

Transformados em zumbis estes profissionais abandonam e renunciam a toda e qualquer ética profissional e passam a agir de forma teleguiada, comumente conhecidos como penas alugadas, investem na produção e divulgação de de falsas informações, notícias mentirosas sem nenhum fundamento de verdade, criadas por mentes malignas e inescrupulosas.

Por conta de tudo isso, produção de fake fews - falsas notícias - e factoides se transformou em uma praga que atinge a todos, em todos os lugares e a qualquer instante, restando as vítimas deste crime, o ônus da defesa e da prova da Inocência,  medidas que infelizmente na maioria das vezes não surtem o efeito esperado que seria restabelecer a verdade dos fatos, transformando os citados em réus sem crime.        

Vale ressaltar o que diz artigo 7 do Código de Ética do Jornalista Brasileiro: “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade dos fatos e seu trabalho se pauta pela precisa apuração dos acontecimentos e sua divulgação”.




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