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Como Cantanhede não fica em Santa Catarina, depende dos programas sociais do governo federal



O TREM 89 - Por: Carlito Amaral 

Companheiros e companheiras, minha intenção não é mudar a opinião de ninguém, entre seguir ou retroceder no caminho de tantas conquistas, que com muita luta conseguimos desde o fim ou não do golpe de 1964, pois nestas eleições, ocorreu o fenômeno da dogmatização do voto e DOGMA não se discute (O DOGMA DO VOTO E A FACA DE DOIS GUMES). 

A minha preocupação, passa pelo pensar das ideias expostas ou acondicionadas na vitrine da escolha eleitoral, como também, em alertar para a situação dos pequenos municípios, como Cantanhede, que não fica em Santa Catarina depende da estabilidade das receitas, ações e dos programas do governo federal e da volta do que aí não está exposto atualmente. 

Pensar de forma individualizada é não pensar nos menos favorecidos. No último dia 6, o recado foi dado nas ruas e no dia seguinte, 77,64% dos eleitores cantanhedenses concordaram com essa preocupação que trago e tenho. O Brasil de 2018, não pode ter de volta o projeto país de 1989. 

Votar não pode ser o equivalente à troca de camisa, ou vencer por vencer, vigando-se do meu eu da derrota. 

O meu voto, por menor que seja, contribuirá na soma dos milhões e no resultado final, mas o seu também e esse é o peso maior da democracia, que agora, vejo ameaçada. 

Eu pergunto: Não estaria muito cedo para a disputa do cargo de presidente da Câmara Federal, ou isso tem haver com a tal linha sucessória, desde quando um velho bigodudo, que já passou pelo Planalto dissera que se um referido candidato vencer não passará três meses no cargo.

O vôo de políticos ao redor do candidato apontado pelas pesquisas como favorito passa a ser constante, pois muda-se o bolo, mas as moscas são as mesmas na briga por uma fatia futura. 

Ao evocar dois mestres da MPB, que amargaram em gotas de silêncio, para driblar a censura, embarco na poesia pessoana traduzida para o mais regalo nordestino, que diz: "aí veio a força e a força fez comigo o mal que força sempre faz (Belchior); e para não dizer que não falei das flores, fa-ló-ei de um trem que também passou pelo Brasil, já previsto na década de 1970, por um maluco visionário, que contava uma história que era mais ou menos assim: "quem vai chorar, quem vai sorrir, quem vai ficar, quem vai partir" (Raul Seixas) e o trem chegou em 1989. 

Era o Brasil de cara com eleições livres para presidente, e para o momento, o programa eleitoral do candidato de extrema direita trazia na abertura o trem mais eficiente das avançadas, das avançadas, das tecnologias e mais didático que o trem do roqueiro nordestino. 

O Brasil não dispunha da tecnologia dos efeitos encantadores da imagem, aí o filmete do trem da mudança, com vagões de soluções rápidas e eficientes, do novo, da postura firme, das frases arrebatadoras, dos efeitos do sebastianismo à brasileira foi produzido nos Estados Unidos. 

Bom! E se foi fabricado pelos Estados Unidos é melhor que o trem bala. Bala? Alguém falou em bala? Bom! Nos Estados Unidos, as balas mais famosas foram as que mataram John Kennedy e John Lennon.

Ao embarcar novamente nessa viagem do TREM 89, aqui no Brasil, na mente dos menos politizados, o trem atropelava a corrupção, a violência, os ricos e poderosos, trucidava os marajás, traria lucro aos trabalhadores e de forma messiânica vendia lotes do céu na terra. 

Passado o efeito do ilusionismo, logo no primeiro dia, da nova era referendada por milhões de brasileiros, o trem começou descarrilar e perder o rumo. 

O resultado pode ser lido em qualquer estante ou em algum lugar das redes sociais, a febre politizadora, que assim como, em 1989, quando a indústria televisa detinha o poder de manipulação, hoje, com uma nova casca no campo das mídias reproduz milagres. 

O mecanismo do momento no Brasil é seguir a mesma receita trumpniana da METÁFORA DA COLINA, abocanhando eleitores de esquerda das classes menos favorecidas e tem dado certo.

O maior país da América Latina, ainda calejado pelos históricos processo de colonização, pariu um novo herói nacional, adotado pela elite republicana e venerado pelos musculosos em procissão, distribuindo preconceito aos pobres, negros e nordestinos. 

Particular defensor do municipalismo, continuarei a acreditar nos ideais da democracia e de justiça social coletiva, da distribuição de renda e de oportunidades para os que mais necessitam.

Luiz Carlos Amaral 
Cantanhede-MA.

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