Como uma onda: Nada do que foi será do jeito que já foi um dia


POR: Abimael Costa

Infelizmente nada voltará a ser como antes, os lobos travestidos de ovelhas deixaram as máscaras caírem, se despiram do personagem, tornando público seus instintos mais íntimos e suas vontades mais secretas.

Afinal e até que emfim ficou bem claro e bem definindo de que lado cada um está, que bandeira empunha e que valores defende.

Mas, eu confesso, estou surpreso com uns, decepcionado e muito magoado com outros, e até satisfeito por ver que as máscaras podem enganar por algum tempo, mas não se sustentam para toda vida. Quem é, por mais que tente esconder e acobertar; um dia deixará escapar seus monstros mais íntimos e secretos.

Meu maior trunfo é ver que agora, depois de todo esse hecatombe moral, eu tenho a clareza de saber quem são meus amigos, meus aliados e companheiros, com quem posso contar e com quem não posso, quem foge ao primeiro sinal de ameaça e quem é capaz de ir até o final da batalha. 

Outras lutas virão, outras batalhas serão travadas, mas, a partir de agora as fileiras e trincheiras serão preenchidas por outros combatentes. E os companheiros de antes, onde foram parar? Ah, eles desertaram, recapitularam, se acovardaram. 

Eu? sigo o caminho, recitando Eduardo Galeano: 

“A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.” Eduardo Galeano


*Abimael Costa, 53; jornalista.

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