sábado, 2 de novembro de 2019

Líder indígena - Guardião da Floresta - é assassinado por madeireiros em emboscada no Maranhão



A notícia do covarde assassinato do indígena Guardião da Floresta, Paulo Paulino Guajajara, na noite desta sexta-feira (1), no interior da Terra Indígena Araribóia, região de Bom Jesus das Selvas-MA, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo, vitima de emboscada armada por madeireiros ganhou repercussão internacional, aqui no Brasil o crime hediondo vem provocando manifestações de repúdio e protesto de instituições, lideranças e dos governos do Maranhão e Federal. Liderança indígena confirmou agora há pouco que o confronto partiu de uma emboscada. Os Guardiões Paulino e Laércio haviam se afastado da aldeia para buscar água, quando foram cercados por pelo menos 5 homens armados, que de início já dispararam dois tiros contra os indígenas.

Através do Twitter, o Ministro da Justiça, Sergio Moro assegurou que a Polícia Federal vai apurar o caso "A Polícia federal irá apurar o assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara na terra indígena de Arariboia, no Maranhão. Não pouparemos esforços para levar os responsáveis por este crime grave à Justiça". Já o secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão, Francisco Gonçalves declarou que o Governo do Estado, por meio das secretarias de Direitos Humanos e Segurança Pública, está acompanhando a situação e já desloca equipes para o local com o propósito de apurar o caso e proteger os ameaçados. 

Instituições como Greenpeace - Hivos, WWF - Brasil e APIB - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil divulgaram notas de repúdio e pesar pelo assassinato do guardião Paulo Paulino Guajajara.

Reproduzimos além das notas de repúdio e pesar e, as manifestações de lideranças sobre o covarde assassinato, também nota da Policia Federal e a repercussão do crime pelo DW - Deutsche Welle emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.   

SAIBA TUDO SOBRE A EMBOSCADA  

O Território Araribóia perde mais um Guardião da Floresta. O líder indígena Paulo Paulino Guajajara foi assassinado por madeireiros numa emboscada no Maranhão. Ele é a mais recente vítima fatal de um Estado que se recusa a cumprir o que determina a Constituição: proteger as terras indígenas. No Brasil de Bolsonaro vigora licença para matar e desmatar. Horror! A execução de Paulino é reflexo direto do discurso de ódio de Bolsonaro e das suas medidas genocidas contra os povos originários. Exigimos apuração e punição. Toda solidariedade ao povo Guajajara neste momento de profunda dor CHICO ALENCAR - Deputado Federal PSOL - RJ. 


Emboscada de madeireiros a indígenas da TI Arariboia, no município de Bom Jesus das Selvas, resultou na morte de duas pessoas na noite desta sexta-feira (1). Entre elas, o indígena Guardião da Floresta, Paulo Paulino Guajajara. O líder indígena Laércio Souza Silva está gravemente ferido e um madeireiro segue desaparecido. O Governo do Estado, por meio das secretarias de Direitos Humanos e Segurança Pública, está acompanhando a situação e já desloca equipes para o local com o propósito de apurar o caso e proteger os ameaçados. FRANCISCO GONÇALVES - Secretário de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular.    

"A Polícia federal irá apurar o assassinato do líder indígena Paulo Paulino Guajajara na terra indígena de Arariboia, no Maranhão. Não pouparemos esforços para levar os responsáveis por este crime grave à Justiça" SERGIO MORO  - Ministro da Justiça 

Polícia Federal apurará morte de líder indígena no Maranhão

Brasília/DF - A Policia Federal informa que investigará a morte do líder indígena Paulo Paulino Guajajara, ocorrida no dia de ontem 01/11, na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão.

Líder indígena Paulo Paulino Guajajara teria sido morto durante confronto na Terra Indígena Arariboia, em Bom Jesus das Selvas/MA

Uma equipe de policiais da Superintendência Regional da PF no estado está se deslocando para a localidade, com o objetivo de apurar todas as circunstâncias do fato.




Líder indígena é assassinado no Maranhão


Paulo Paulino Guajajara, integrante de um grupo de agentes florestais autodenominados "guardiões da floresta", é vítima de emboscada por parte de madeireiros.

O líder indígena Paulo Paulino Guajajara, integrante de um grupo de agentes florestais autodenominados "guardiões da floresta", foi assassinado na sexta-feira (01/11) em confronto com madeireiros. O crime aconteceu na Terra Indígena Arariboia, na região de Bom Jesus das Selvas, no Maranhão.

As circunstâncias exatas do assassinato ainda não estão claras. O governo do Maranhão, segundo ONGs e a imprensa brasileira, deslocou equipes para apurar o caso e proteger os indígenas ameaçados. As primeiras informações dão de que o líder indígena foi vítima de uma emboscada de madeireiros, provocando um violento conflito. 

Desde 2012 os chamados "guardiões da floresta", grupo formado por cerca de 180 indígenas, tentam proteger a região por conta própria - as terras indígenas do Maranhão sofrem invasões de grileiros e madeireiros há décadas.

"Território Arariboia perde mais um Guardião da floresta por defender o nosso território. Paulinho Paulino Guajajara foi morto numa emboscada por madeireiro", escreveu no Twitter a líder indígena Sonia Guajajara,ex-candidata a vice-presidência da República pelo Psol. "É hora de dar um basta nesse genocídio institucionalizado. Parem de autorizar o derramamento de sangue de nosso povo!", completou.



O Instituto Socioambiental (ISA) também lamentou a morte de Paulino. "Toda a força aos guardõies da floresta do povo Guajajara, que protegem a floresta, seu território e os parentes isolados Awá Guajá", escreveu a ONG também no Twitter.

A ONG Survival International, que diz há anos apoiar o trabalho dos "guardiões", lamentou o assassinato. "Kwahu era totalmente dedicado a defender sua floresta e seus parentes isolados, apesar dos riscos. Era também uma das pessoas mais humildes que já conheci", disse em nota Sarah Shenker, membro da ONG que acompanhou o trabalho de Paulino no início do ano. "Ele sabia que poderia pagar com sua vida, mas não via alternativa, pois as autoridades não faziam nada para proteger a floresta e defender o Estado de Direito."

A ONG cita ainda uma declaração dada por Paulino a seus pesquisadores no início do ano: "Essas pessoas acham que podem vir aqui, em nossa casa, e se aproveitar de nossa floresta? Não. Nós não permitiremos isso. A gente não entra na casa deles e rouba, não é?”

Os Guajajara formam um dos povos indígenas mais numerosos do Brasil. Habitam várias Terras Indígenas na margem oriental da Amazônia, todas no Maranhão.


A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

Líder Guajajara morre em confronto com madeireiros no Maranhão

O líder indígena Paulo Paulino Guajajara, que fazia parte do grupo de agentes florestais indígenas “Guardiões da Floresta” foi morto após emboscada feita por madeireiros nesta sexta-feira (1º), no interior da Terra Indígena Araribóia, região de Bom Jesus das Selvas-MA, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo.

Houve intenso confronto. O indígena Guajajara, conhecido como “Lobo mau”, foi assassinado com um tiro no rosto; seu corpo segue na mata, no local do crime.

O líder guardião Laércio Guajajara está ferido em aldeia da região e temos informação de que um madeireiro também morreu na troca de tiros. Informações também dão conta de que os madeireiros da região de Buriticupu-MA estão nesse momento no interior do território para resgatar o corpo do criminoso.

O governo do Maranhão enviou ao local forças de segurança e m helicóptero da Secretaria de Segurança Pública para reforçar o trabalho da Funai na região.

Nota de pesar pelo assassinato de mais um Guardião Guajajara


O Greenpeace e a Hivos repudiam a violência contra os povos indígenas e se solidarizam com o povo Guajajara diante do assassinato do Guardião Paulo Paulino Guajajara


Paulino Guajajara é a mais recente vítima da omissão do Estado brasileiro em cumprir seu dever constitucional de proteger as terras indígenas © @Mídia Índia

Uma emboscada feita por madeireiros no interior da Terra Indígena Araribóia, região de Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, entre as Aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo, resultou no assassinato do indígena Paulo Paulino Guajajara nesta sexta-feira (01/11). Segundo informações obtidas até este momento, o Guardião Laércio Guajajara também foi baleado durante o atentado e um madeireiro teria morrido.

Diante da omissão do Estado em proteger os territórios indígenas, os “Guardiões da Floresta” têm assumido este papel para si, e todos os riscos associados a ele.

Invadidas por grileiros e madeireiros, as terras indígenas do Maranhão têm sido palco de uma luta assimétrica, onde pequenos grupos de Guardiões optam por defender, muitas vezes com a própria vida, a integridade de seus territórios.

Paulino e Laércio são as mais recentes vítimas de um Estado que se recusa a cumprir o que determina a Constituição Federal.

O Greenpeace e a Hivos, proponentes do projeto Todos os Olhos na Amazônia, repudiam toda a violência gerada pela incapacidade do Estado em cumprir seu dever de proteger este e todos os territórios indígenas do Brasil e exigem que sejam tomadas imediatas ações para evitar a ocorrência de mais conflitos e mortes na região.

Nos solidarizamos com os bravos guerreiros Guajajara da Terra Indígena Arariboia e com os Guardiões da Floresta, do Maranhão e de todo o Brasil, que continuam a lutar diariamente pelo direito de existir.

FONTE: Greenpeace



Nota de pesar pela morte de Paulo Paulino Guajajara


02 Novembro 2019

O WWF-Brasil vem manifestar seu pesar em relação ao inaceitável assassinato de Paulo Paulino Guajajara, nesta sexta-feira (01/11), na Terra Indígena Araribóia (MA).

Paulino realizava, junto com outros “guardiões da floresta” Guajajara, uma ronda para fiscalizar possíveis invasões a sua terra, quando foi pego em uma emboscada por madeireiros. Um outro indígena, Laércio Guajajara, também estaria ferido, segundo informações preliminares. Há notícias, não confirmadas, de que um dos invasores também teria morrido no confronto e de que um grupo de madeireiros teria entrado na terra para resgatar seu corpo.

A Terra Indígena Araribóia, com 413 mil hectares, guarda um dos últimos grandes remanescentes de floresta tropical da franja oriental da Amazônia Legal, razão pela qual é extremamente cobiçada por madeireiros ilegais. Além dos Guajajara, que somam mais de 5 mil pessoas distribuídas em diversas aldeias, também habitam a terra os Awá-Guajá, um dos últimos grupos caçadores-coletores de toda a Amazônia, sendo que alguns clãs são considerados em isolamento voluntário, ou seja, não foram ainda contactados pela civilização ocidental.

Embora as invasões e desmatamento ilegal na TI Araribóia não sejam novidade, elas vêm crescendo de intensidade nos últimos dois anos. Ante a inércia das autoridades, em 2012 os Guajajara decidiram criar a figura dos “guardiões da floresta”, um grupo de jovens que faz rondas de monitoramento do território e, não raras vezes, apreende e destrói equipamentos utilizados pelos invasores para desmatar irregularmente a área.

Justamente em função desse trabalho, as ameaças vêm aumentando ano a ano, chegando a níveis extremos em 2019, diante da promessa de diversas autoridades do Governo Federal de facilitar a vida de madeireiros e rever a demarcação de terras indígenas. No final de setembro os Guajajara encaminharam um pedido de ajuda à Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e ao Governo do Maranhão, pois as ameaças feitas por madeireiros e grileiros –interessados em invadir, lotear e vender partes do território, protegido por lei– já haviam chegado a níveis alarmantes. Num inaceitável jogo de empurra, o Governo do Maranhão alegou que a responsabilidade pela fiscalização da terra era da FUNAI, que vem operando com enormes dificuldades financeiras desde o começo do ano.

O clima de permissividade com a invasão e exploração ilegal de recursos florestais em terras indígenas, iniciado no Governo Temer e aprofundado sob o Governo Bolsonaro, fez com que o desmatamento em diversas terras indígenas tenha explodido esse ano, no rastro do aumento do desmatamento ilegal na Amazônia brasileira.

Segundo dados do sistema de monitoramento DETER, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o desmatamento acumulado entre 1 de janeiro e 17 de outubro deste ano é 136% maior que a média dos últimos 10 anos e 66% superior em relação a 2018 (a comparação é feita sempre em relação ao mesmo período).

As terras indígenas, que historicamente serviram com as mais eficientes barreiras ao desmatamento, também estão vendo o desmatamento explodir: até o final de agosto deste ano foram 294 km2 desmatados, um aumento de mais de 300% em relação ao mesmo período de 2018 e de 990% em relação a 2017. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), nos nove primeiros meses de 2019 foram registrados mais de 160 casos de invasão a terras indígenas no país, enquanto em 2017 foram registrados 96 casos durante o ano inteiro.

O WWF-Brasil se solidariza com a luta do povo Guajajara, bem como de todos os povos indígenas e populações tradicionais que lutam pela defesa de seus territórios, e vem a público cobrar do Ministério da Justiça que atue no cumprimento de seu dever legal para reforçar a proteção à TI Araribóia e prender os responsáveis pelas rotineiras invasões ao território protegido, que é terra da União.



Nota de repúdio e pesar pelo assassinato do guardião Paulo Paulino Guajajara

Foto: Patrick Raynaud


Maranhão, 2 de novembro de 2019 – É com profunda tristeza e revolta, que nós, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), vimos a público denunciar e prestar solidariedade ao Povo Guajajara pelo assassinato do guardião Paulo Paulino Guajajara após o grupo dos agentes florestais indígenas “Guardiões da Floresta” ter sido emboscado por madeireiros dentro de seu próprio território. O líder indígena guardião Laércio Guajajara também foi ferido, ele está internado e seu quadro é estável.
O crime ocorreu ontem no interior da Terra Indígena Araribóia, região de Bom Jesus das Selvas-MA, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo. Houve intenso confronto. O indígena Paulo Paulino Guajajara, conhecido como “Lobo mau”, foi brutalmente assassinado com um tiro no rosto; Há informações de que um madeireiro envolvido no crime também pode ter morrido no confronto, seu corpo está desaparecido.
O Governo Bolsonaro tem sangue indígena em suas mãos, o aumento da violência nos territórios indígenas é reflexo direto de seu discurso de ódio e medidas contra os povos indígenas do Brasil. Nossas terras estão sendo invadidas, nossas lideranças assassinadas, atacadas e criminalizadas e o Estado Brasileiro está deixando os povos abandonados a todo tipo de sorte com o desmonte em curso das políticas ambientais e indigenistas.
Neste momento, oito líderes indígenas da APIB estão em uma intensa jornada pela Europa para denunciar a grave crise de direitos humanos que os povos indígenas do Brasil enfrentam sob o presidente Jair Bolsonaro. Intitulada “Sangue Indígena: Nenhuma Gota a Mais”, a campanha pede às autoridades e aos líderes empresariais da Europa que respondam à crescente violência e devastação ambiental na Amazônia e em todo o país.
Um relatório recente do Conselho Missionário Indígena do Brasil (CIMI) mostrou um aumento dramático da violência contra comunidades nativas e invasões de territórios indígenas. Durante os primeiros nove meses de posse de Bolsonaro, houve 160 casos relatados de invasões de terras, o dobro dos números registrados no ano passado.
Sonia Guajajara, coordenadora executiva da APIB e liderança do Povo Guajajara, declarou que o Território Indígena Araribóia está em luto e que já faz tempo que eles vêm denunciando a situação de ausência do poder público na proteção dos territórios indígenas, assim como a invasão do território Araribóia para a exploração ilegal de madeira e a luta dos guardiões para protegê-lo. “Não queremos mais ser estatística, queremos providências do Poder Público, dos órgãos que estão cada vez mais sucateados exatamente para não fazerem a proteção dos povos que estão pagando com a própria vida por fazer o trabalho que é responsabilidade do Estado. Exigimos justiça urgente!”.
Nesta segunda-feira, dia 4, está agendada audiência pública em Imperatriz (MA) para discutir o arrendamento dos Territórios Indígenas e o entreguismo para o agronegócio. Não aceitaremos a legalização da destruição de nossos territórios.
Sabemos que os povos indígenas em todo mundo são responsáveis pela preservação de 80% da biodiversidade, assim como para o combate à crise climática que é um dos maiores problemas enfrentados pela humanidade neste século XXI. Onde há indígenas, há floresta em pé. Por isso, um ataque aos nossos povos, representa um ataque a todas às sociedades e ao futuro das próximas gerações.
É preciso dar um basta à escalada dessa política genocida contra os nossos povos indígenas do Brasil. É por isso que estamos com a nossa campanha pelos países da Europa, para alertar ao mundo o que está acontecendo no Brasil e pedir apoio para que nenhuma gota a mais de sangue indígena seja derramada.
Sangue Indígena: Nenhuma Gota Mais!

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