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A grande balela


Por:*Roberto Rocha 

Você é desses que acreditou que o revolucionário Governo do Maranhão e seu grande timoneiro, Flávio Dino, estão pagando os maiores e os mais decentes salários aos professores do Brasil? Será que teve início, no estado mais pobre da Federação, a Grande Marcha rumo ao socialismo e à emancipação dos pobres?

Que tal conhecer, primeiramente, alguns fatos? Você sabia que durante o seu primeiro plano quinquenal, ou seja, nos primeiros 5 anos de governo, ainda havia professores recebendo abaixo do piso salarial nacional? E que isso só foi corrigido agora, com os reajustes concedidos no início do sexto ano da administração? 

Quem diz isso não sou eu, mas o Sindicato dos Professores, que, candidamente afirma em seu material publicitário que “a partir de agora nenhum trabalhador em educação do Estado vai receber abaixo do piso salarial”.

Mas não é só isso. Nesses cinco anos, servidores públicos não tiveram aumento real. E pior, esse reajuste concedido agora será comido pela alíquota previdenciária que subiu para até 14,5% no final do ano passado. Ou seja, o Governo deu com uma mão e tirou com outra.

Mas afinal que salário é esse superior a 6 mil reais que os professores do Maranhão, através do seu sindicato, ostentam para mostrar que quando há compromisso social tudo é possível, mesmo sem haver crescimento econômico real para sustentar a patranha?

Esse salário refere-se a apenas em torno de 7% dos professores do Estado, e já estão computados no valor as gratificações, como a GAM (Gratificação sobre Atividade do Magistério). Além disso ainda incidirão descontos da Previdência e do Imposto Retido na Fonte. 

Mas o que é mais extraordinário é que nem foi o Governo Flavio Dino quem elevou esse patamar salarial. Ele está presente desde o Governo Jackson Lago, conforme se lê na obra de Jonathan Almada, atual reitor do IEMA, sobre o legado do saudoso ex-governador.

Nesse caso, pelo menos, com as tintas sóbrias da verdade acadêmica, e não com os confetes do marketing político.

Portanto, além de não ser o pai da criança, o genial guia e condutor dos povos oprimidos nordestinos ainda tira uma lasquinha do esforço de tantos que lutaram por essa conquista.

Claro que é meritório ter compromisso com a educação e com os educadores. Mas o que não é honesto é agir para construir uma imagem falsa, corroborada por uma imprensa acrítica e um sindicalismo de cooptação. 

No velho estilo leninista, com forte inteligência tática mas nenhum escrúpulo, o nosso governador age atraindo figuras do centro político, da mesma forma que prometeu fazer “uma revolução capitalista” no Maranhão. Quem quiser que compre o bode vermelho.*Pai, filho e avô. Senador do Maranhão e do Brasil

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