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Homem mata irmãs a tiros - ex-esposa e ex-cunhada -


Infelizmente somos resultado de uma cultura predominantemente religiosa, patriarcal e machista e ainda vamos ter que conviver por muito tempo com os efeitos maléficos e danosos deste tripé sociológico herdado ou imposto pelos colonizadores. 

O modelo tradicional de família naturalizou o fato da mulher ser vista, tratada e considerada como propriedade dos pais e depois repassadas ou vendidas para os "maridos" verdadeiros senhores com poderes absolutos para fazerem o que bem entenderem com o patrimônio particular e pessoal. 

Por séculos a fio casos de violência contra a mulher foram ignorados, naturalizados e justificados, fez-se e continua-se de certa forma fazendo vista grossa para certos comportamentos machistas e patriarcais.

Neste domingo (30), as irmãs, Dayane da Mota Bandeira Oliveira e Gleyciane da Mota Bandeira foram vitimas do patriarcado machista, morreram assassinadas dentro de casa sem nenhuma chance de defesa. 

Inconformado com a separação e dominado pelo sentimento de posse e propriedade, o individuo identificado como Alan Patrick, ex-marido de Dayane, invadiu a residência da esposa no início da tarde deste domingo (30), no Bairro Nova Horizonte, em Imperatriz, e disparou vários tiros contra Dayane e sua ex-cunhada Gleyciane e em seguida recorreu ao suicídio, atirando contra a própria cabeça. 

Detalhe trágico, Gleyciane Bandeira estava sob medida protetiva, por conta das ameaças de morte feitas pelo ex-marido.
 
É fácil perceber que a Lei Maria da Penha sozinha é incapaz de por fim a violência contra a mulher. Medidas protetivas e ações judiciais e/ou policiais quase sempre são inócuas e não conseguem evitar crimes como o deste domingo.

O pensamento, comportamento e a atitude dos homens frente as mulheres é uma questão cultural enraizada ao longo dos tempos, passada de geração a geração como um legado deixado pelo patriarcado. A mudança passa pela reeducação, quebra de paradigma e a implantação de um novo modelo cultural.

Fazer tudo isso não é fácil, esta é uma tarefa árdua e hercúlea que só será possível com a participação de todos os segmentos sociais, escola, igreja, Estado, empresas e instituições sociais, sem isso, infelizmente vamos continuar fracassando.

Abimael Costa, 55, jornalista - Ítaca, 30 de agosto de 2020     

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