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A dor e o desespero de uma humilde família pirapemense


A via crucis de uma família pirapemense humilde obrigada a peregrinar por vários municípios maranhenses  na tentativa desesperada de salvar a vida da filha adolescente de 15 anos, grávida e em trabalho parto, mostra que como diz Elis Regina na célebre música Como Nossos Pais, Ainda somos os mesmos E vivemos como os nossos pais.

Minha dor é perceber
Que apesar de termos feito tudo, tudo
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos como os nossos pais - ELIS REGINA 

O sofrimento da família começou no início da manhã da última segunda-feira (25), quando a jovem deu entrada no Hospital Santa Gertrudes Melo Martins em Pirapemas. Por conta de complicações no parto a adolescente foi transferida em estado grave para o Hospital Regional Adélia Matos Fonseca, no município de Itapecuru-Mirim, distante 101 quilômetros de Pirapemas.

A criança foi retirada já sem vida e a paciente mais uma vez transferida, desta vez para uma UTI do Macrorregional de Coroatá distante cerca de 160 quilômetros de Itapecuru Mirim, onde está internada em estado de COMA.

Só depois de percorrer 260 quilômetros, perder o filho, entrar em coma e passar por dois hospitais, ficando entre a vida e a morte, a jovem parturiente chegou a uma UTI, onde luta pela vida.


Vale destacar que a gravidez na adolescência está associada diretamente com baixa renda, baixa escolaridade e pouca perspectiva de futuro. Isso prova que infelizmente não avançamos, parece que estamos retrocedendo, as políticas públicas não alcançam os jovens, essa é a realidade do Maranhão.

Os responsáveis pelo sistema de saúde sabem muito bem que a gravidez precoce também é um grave problema de saúde pública, uma vez que causa riscos à saúde da mãe do bebê. A mulher grávida precocemente pode apresentar sérios problemas durante a gestação, inclusive risco de morte. Também merece destaque  os riscos de prematuridade do bebê e baixo peso, morte pré-natal, anemia, aborto natural, pré-eclâmpsia e eclâmpsia, risco de ruptura do colo do útero e depressão pós-parto.

Mas apesar de todo esse conhecimento, a assistência médica, os cuidados com a saúde destas adolescentes não evoluiu, o acompanhamento dessas meninas que poderia evitar tragédias como essas, é ignorado e relegado, o resultado de todo esse descaso estamos relatando aqui. 

Especialistas são unânimes em afirmar que apesar de todos os riscos,  a maioria dos problemas decorrentes da gestação em mulheres muito jovens poderia ser evitada com um pré-natal eficiente. 

Em abril de 2018, uma jovem pirapemense de 17 anos, morreu vítima de complicações pós parto https://www.abimaelcosta.com.br/2018/04/pirapemas-adolescente-morre-vitima-de.html


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